Surto de Hantavírus em Ushuaia Alerta a OMS: Novo Perigo Global!

Novo Surto de Hantavírus Alerta a Organização Mundial da Saúde
Um surto de hantavírus, originado em Ushuaia, na Argentina, reacendeu a preocupação global com a disseminação do vírus. O caso, que resultou em três mortes, demonstra a necessidade de vigilância constante e medidas preventivas. O hantavírus, transmitido principalmente por roedores silvestres, já é um problema de saúde pública em diversas regiões do mundo, com estimativas de 10 mil a 100 mil infecções anuais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Entendendo o Hantavírus
O hantavírus é um grupo de vírus zoonóticos que afeta roedores e pode ser transmitido aos humanos. A infecção pode levar a doenças graves, como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) nas Américas, caracterizada por afetar pulmões e coração, com uma taxa de mortalidade que pode chegar a 50%.
Na Europa e Ásia, o vírus está associado à Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR), que compromete os rins e os vasos sanguíneos. O vírus Andes, predominante na Argentina e no Chile, apresenta a menor taxa de transmissão entre humanos.
Como a Transmissão Ocorre
A principal forma de transmissão do hantavírus ocorre pela inalação de partículas contaminadas com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, especialmente em ambientes fechados, secos e mal ventilados. Atividades como limpeza de galpões, atividades rurais e florestais, e a permanência em locais com infestação de roedores representam situações de alto risco.
A transmissão por mordidas é rara, e o contato próximo e prolongado pode facilitar a contaminação entre pessoas, principalmente no início da doença.
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Sintomas e Diagnóstico
Os sintomas do hantavírus podem surgir entre uma e oito semanas após a exposição, geralmente começando de forma inespecífica. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos e dor abdominal. Em casos graves (SCPH), podem ocorrer tosse, falta de ar, acúmulo de líquido nos pulmões e choque.
Na forma renal (FHSR), a pressão arterial pode cair, ocorrem alterações hemorrágicas e insuficiência renal. O diagnóstico é desafiador nas fases iniciais, devido à sobreposição de sintomas com outras doenças como gripe, Covid-19, dengue e leptospirose.
A confirmação é feita por exames laboratoriais, como testes sorológicos e RT-PCR.
Tratamento e Prevenção
Não há tratamento antiviral específico nem vacina disponível para o hantavírus. O tratamento se baseia em suporte clínico intensivo, com monitoramento das funções respiratória, cardíaca e renal. O atendimento precoce é crucial para aumentar as chances de sobrevivência.
Dados do Ministério da Saúde indicam que 76% dos casos afetam homens de 20 a 49 anos, 81% estão associados a áreas rurais e 93% exigem hospitalização. A taxa de hospitalização no país chega a cerca de 41%. A maioria dos casos está ligada a atividades rurais ou contato direto com ambientes contaminados por roedores.
A OMS considera o risco de pandemia baixo, devido à baixa eficiência de transmissão entre humanos, mas mantém o monitoramento devido ao longo período de incubação, que pode chegar a seis semanas na cepa Andes.
Medidas de Prevenção Contra o Hantavírus
A prevenção do hantavírus está relacionada à redução do contato com roedores e ambientes contaminados. É fundamental manter locais limpos e sem acúmulo de lixo, vedar frestas e acessos em casas e galpões, armazenar alimentos corretamente, evitar varrer poeira contaminada (priorizar limpeza úmida), usar luvas e máscaras ao limpar ambientes fechados e ventilar espaços por pelo menos 30 minutos antes de entrar.
Para higienização, recomenda-se o uso de solução de água sanitária diluída (1 parte para 10 de água).
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