Surto de Hantavírus em Ushuaia Alerta a OMS: Novo Perigo Global!

Surto de hantavírus em Ushuaia causa alerta global! Organização Mundial da Saúde acompanha surto com três mortes e busca medidas preventivas. Saiba mais!

08/05/2026 18:25

3 min

Surto de Hantavírus em Ushuaia Alerta a OMS: Novo Perigo Global!
(Imagem de reprodução da internet).

Novo Surto de Hantavírus Alerta a Organização Mundial da Saúde

Um surto de hantavírus, originado em Ushuaia, na Argentina, reacendeu a preocupação global com a disseminação do vírus. O caso, que resultou em três mortes, demonstra a necessidade de vigilância constante e medidas preventivas. O hantavírus, transmitido principalmente por roedores silvestres, já é um problema de saúde pública em diversas regiões do mundo, com estimativas de 10 mil a 100 mil infecções anuais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Entendendo o Hantavírus

O hantavírus é um grupo de vírus zoonóticos que afeta roedores e pode ser transmitido aos humanos. A infecção pode levar a doenças graves, como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) nas Américas, caracterizada por afetar pulmões e coração, com uma taxa de mortalidade que pode chegar a 50%.

Na Europa e Ásia, o vírus está associado à Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR), que compromete os rins e os vasos sanguíneos. O vírus Andes, predominante na Argentina e no Chile, apresenta a menor taxa de transmissão entre humanos.

Como a Transmissão Ocorre

A principal forma de transmissão do hantavírus ocorre pela inalação de partículas contaminadas com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, especialmente em ambientes fechados, secos e mal ventilados. Atividades como limpeza de galpões, atividades rurais e florestais, e a permanência em locais com infestação de roedores representam situações de alto risco.

A transmissão por mordidas é rara, e o contato próximo e prolongado pode facilitar a contaminação entre pessoas, principalmente no início da doença.

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Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas do hantavírus podem surgir entre uma e oito semanas após a exposição, geralmente começando de forma inespecífica. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos e dor abdominal. Em casos graves (SCPH), podem ocorrer tosse, falta de ar, acúmulo de líquido nos pulmões e choque.

Na forma renal (FHSR), a pressão arterial pode cair, ocorrem alterações hemorrágicas e insuficiência renal. O diagnóstico é desafiador nas fases iniciais, devido à sobreposição de sintomas com outras doenças como gripe, Covid-19, dengue e leptospirose.

A confirmação é feita por exames laboratoriais, como testes sorológicos e RT-PCR.

Tratamento e Prevenção

Não há tratamento antiviral específico nem vacina disponível para o hantavírus. O tratamento se baseia em suporte clínico intensivo, com monitoramento das funções respiratória, cardíaca e renal. O atendimento precoce é crucial para aumentar as chances de sobrevivência.

Dados do Ministério da Saúde indicam que 76% dos casos afetam homens de 20 a 49 anos, 81% estão associados a áreas rurais e 93% exigem hospitalização. A taxa de hospitalização no país chega a cerca de 41%. A maioria dos casos está ligada a atividades rurais ou contato direto com ambientes contaminados por roedores.

A OMS considera o risco de pandemia baixo, devido à baixa eficiência de transmissão entre humanos, mas mantém o monitoramento devido ao longo período de incubação, que pode chegar a seis semanas na cepa Andes.

Medidas de Prevenção Contra o Hantavírus

A prevenção do hantavírus está relacionada à redução do contato com roedores e ambientes contaminados. É fundamental manter locais limpos e sem acúmulo de lixo, vedar frestas e acessos em casas e galpões, armazenar alimentos corretamente, evitar varrer poeira contaminada (priorizar limpeza úmida), usar luvas e máscaras ao limpar ambientes fechados e ventilar espaços por pelo menos 30 minutos antes de entrar.

Para higienização, recomenda-se o uso de solução de água sanitária diluída (1 parte para 10 de água).

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