STJ Decide: Condomínios Controlam Aluguéis de Curta Duração em 2026

STJ decide: condomínios podem aprovar aluguéis por temporada! 🏨 Decisão histórica em 2026 impacta o mercado e dá poder aos condôminos. Saiba mais!

08/05/2026 15:53

2 min

STJ Decide: Condomínios Controlam Aluguéis de Curta Duração em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

STJ Decide que Condomínios Podem Exigir Aprovação para Aluguéis de Curta Duração

Em uma decisão que pode impactar o mercado de aluguéis por temporada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que condomínios residenciais têm o direito de aprovar, por meio de uma votação de dois terços dos condôminos, a permissão para o uso de apartamentos para estadias curtas, como as oferecidas em plataformas como o Airbnb.

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A decisão, proferida na quinta-feira, 7 de maio de 2026, foi resultado de um voto de 5 a 4, com a ministra Nancy Andrighi liderando o julgamento.

Reafirmação da Decisão do TJ-MG

O STJ confirmou a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) que havia impedido uma proprietária de alugar seu imóvel por meio de uma plataforma digital sem a autorização do condomínio. A decisão central reside na forma como o imóvel está sendo utilizado, conforme entendimento da relatora.

A ministra Andrighi argumentou que contratos mediados por plataformas digitais não se qualificam automaticamente como locações residenciais comuns ou atividades de hotelaria. O ponto crucial, segundo ela, é a maneira como o imóvel é utilizado, considerando que a alta rotatividade de hóspedes pode comprometer a segurança, o sossego e a dinâmica do condomínio.

Votação e Argumentos dos Ministros

A votação foi dividida: 5 ministros acompanharam o voto da relatora, exigindo a aprovação de dois terços dos condôminos para permitir o uso de apartamentos para estadias curtas. Os ministros que acompanharam a relatora foram Nancy Andrighi, João Otávio de Noronha, Raul Araújo, Isabel Gallotti e Daniela Teixeira.

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O ministro Antonio Carlos Ferreira se manifestou como dissidente.

Os ministros que divergiram defenderam que a locação por temporada não transforma automaticamente o imóvel em atividade comercial e que a restrição deveria estar prevista de forma explícita na convenção do condomínio. O ministro Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva e Luis Carlos Gambogi também acompanharam a divergência.

Impacto Jurídico e Econômico

Segundo o advogado mestre em direito imobiliário e urbanístico, Pedro Dantas, a decisão do STJ estabelece uma jurisprudência sólida para condomínios, permitindo que notifiquem infratores, apliquem multas e busquem tutela inibitória judicial. Dantas ressaltou que a decisão também possui implicações econômicas e mercadológicas, restringindo a atividade de locação de curta temporada e dificultando a operação para proprietários e plataformas como o Airbnb.

A decisão do STJ representa um marco importante na regulamentação de aluguéis por temporada em condomínios residenciais, com potencial para influenciar futuras decisões e práticas no mercado imobiliário.

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