STF Proíbe Pagamentos Inconstitucionais a Ministros e Define Medidas Drásticas

STF endurece regras: ministros não recebem pagamentos inconstitucionais! 🚨 Flávio Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes tomam decisão histórica. Saiba mais!

06/05/2026 18:12

3 min

STF Proíbe Pagamentos Inconstitucionais a Ministros e Define Medidas Drásticas
(Imagem de reprodução da internet).

STF Proíbe Pagamentos Inconstitucionais a Ministros

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, emitiram uma decisão contundente nesta quarta-feira, 6 de março de 2026, reforçando a proibição de qualquer tipo de pagamento remuneratório ou indenizatório a membros do Judiciário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A medida, resultante de decisões conjuntas, visa acabar com práticas que haviam sido identificadas através de reportagens na mídia, envolvendo o pagamento de recursos por órgãos públicos.

Restrições e Responsabilização

O ministro Flávio Dino enfatizou que a restrição se aplica a todas as modalidades de pagamento, incluindo aquelas implementadas após o julgamento do STF em março de 2026. Apenas verbas expressamente autorizadas em decisões anteriores da Corte podem ser mantidas.

A decisão estabelece que a implantação ou o pagamento de parcelas de natureza remuneratória ou indenizatória, sob qualquer rubrica, incorre em responsabilidade penal, civil e administrativa para o Presidente da República, o Procurador-Geral da República, o Advogado-Geral da União, o Defensor Público da União, os Procuradores Gerais de Justiça, os Procuradores Gerais do Estado, os Defensores Públicos dos Estados e demais ordenadores de despesa.

Qualquer descumprimento desta determinação resultará em responsabilização dos gestores nas esferas penal, civil e administrativa.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Transparência e Divulgação de Dados

Adicionalmente, a decisão exige que Tribunais, Procuradorias, Tribunais de Contas e Defensorias Públicas divulguem mensalmente, em seus sítios eletrônicos, o valor exato percebido por seus membros, detalhando as rubricas correspondentes. A divulgação transparente visa evitar discrepâncias entre os valores divulgados e os efetivamente pagos.

A falta de divulgação gerará responsabilidade para os gestores.

Medidas Adicionais e Envio de Ofícios

O ministro determinou o envio imediato de ofícios para garantir que todos os órgãos envolvidos tenham ciência da decisão. A Corte também proibiu a conversão em dinheiro de benefícios como licença-prêmio, licença compensatória por plantões e outras vantagens não previstas expressamente na decisão.

Foi vedado ainda o pagamento de valores vinculados a atividades consideradas inerentes ao cargo de magistrado, como participação em sessões, comissões e órgãos internos da magistratura.

Permissões Específicas

Enquanto não há regulamentação por lei específica, permanecem autorizados apenas alguns pagamentos, entre eles: adicional por tempo de serviço, limitado a 35%; diárias; ajuda de custo por mudança de domicílio; remuneração por atividade de magistério; gratificação por atuação em comarcas específicas; indenização de férias não usufruídas; exercício cumulativo de jurisdição; e valores retroativos reconhecidos até fevereiro de 2026.

A decisão do STF busca garantir a lisura e a legalidade dos pagamentos realizados aos membros do Judiciário, promovendo a transparência e a responsabilização.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!