STF mantém prisão de Daniel Monteiro no caso Master, contrariando voto de ministro!

STF mantém prisão de Daniel Monteiro em caso Master, contrariando voto de ministro
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva de Daniel Monteiro, advogado envolvido no caso Master, mesmo contrariando o voto de um dos ministros. A votação ocorreu em plenário virtual do tribunal, com a análise da decisão tendo sido iniciada em 22 de abril de 2026.
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Detalhes da prisão e acusações
A detenção de Monteiro foi autorizada pelo ministro sob a suspeita de que ele teria negociado propina no valor de R$ 146 milhões com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, conforme apurado pela Polícia Federal (PF). Desse montante total, estima-se que R$ 74 milhões foram de fato transferidos.
Propostas de medidas cautelares alternativas
Gilmar sugeriu substituir a prisão preventiva do advogado por medidas cautelares menos restritivas. Entre elas, foram propostos o uso de tornozeleira eletrônica, a suspensão do exercício da advocacia e a proibição de mudança de residência.
Votos e posicionamentos dos ministros
Os ministros da 2ª Turma do STF votaram, por unanimidade, pela manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa. O relator do caso, ministro André Mendonça, votou pela manutenção da custódia de Costa, recebendo apoio dos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar.
O placar final foi de 4 votos a 0.
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Desenrolar do julgamento e investigações
André Mendonça afirmou, reiterando seu entendimento, que votava pelo referendo da decisão cautelar, nos termos em que foi proferida. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para julgar o caso. O julgamento teve início na quarta-feira, 22 de abril de 2026, com prazo para os votos se encerrando na noite de segunda-feira, 28 de abril de 2026.
Imóveis e o contexto das propinas
Os investigadores da PF identificaram seis imóveis de luxo que supostamente foram utilizados como forma de pagamento das propinas. Todos esses bens foram atribuídos a Paulo Henrique Costa. Os imóveis citados são: Heritage, Arbórea, One Sixty, Casa Lafer, Ennius Muniz e Valle dos Ipês.
As apurações indicaram que Vorcaro paralisou os pagamentos após tomar conhecimento de uma investigação do Ministério Público Federal. O procedimento foi aberto em abril de 2025 para investigar o pagamento de propina a Costa. Mendonça comentou que o conjunto de elementos aponta alta probabilidade de que Vorcaro soubesse da instauração do procedimento antes de receber as cópias.
A ordem de paralisação e as prisões
Segundo a Polícia Federal, Vorcaro teria ordenado a Daniel Monteiro que “travasse tudo”. Essa ordem resultou no bloqueio dos pagamentos e na formalização do registro das transações. As prisões de Costa e Monteiro foram decretadas na quarta-feira, 16 de abril de 2026, durante a operação Compliance Zero.
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