STF mantém prisão de Daniel Monteiro no caso Master, contrariando voto de ministro!

STF mantém prisão de Daniel Monteiro no caso Master, contrariando voto de ministro. Saiba os detalhes da votação e as acusações de propina!

25/04/2026 18:38

3 min

STF mantém prisão de Daniel Monteiro no caso Master, contrariando voto de ministro!
(Imagem de reprodução da internet).

STF mantém prisão de Daniel Monteiro em caso Master, contrariando voto de ministro

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva de Daniel Monteiro, advogado envolvido no caso Master, mesmo contrariando o voto de um dos ministros. A votação ocorreu em plenário virtual do tribunal, com a análise da decisão tendo sido iniciada em 22 de abril de 2026.

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Detalhes da prisão e acusações

A detenção de Monteiro foi autorizada pelo ministro sob a suspeita de que ele teria negociado propina no valor de R$ 146 milhões com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, conforme apurado pela Polícia Federal (PF). Desse montante total, estima-se que R$ 74 milhões foram de fato transferidos.

Propostas de medidas cautelares alternativas

Gilmar sugeriu substituir a prisão preventiva do advogado por medidas cautelares menos restritivas. Entre elas, foram propostos o uso de tornozeleira eletrônica, a suspensão do exercício da advocacia e a proibição de mudança de residência.

Votos e posicionamentos dos ministros

Os ministros da 2ª Turma do STF votaram, por unanimidade, pela manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa. O relator do caso, ministro André Mendonça, votou pela manutenção da custódia de Costa, recebendo apoio dos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar.

O placar final foi de 4 votos a 0.

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Desenrolar do julgamento e investigações

André Mendonça afirmou, reiterando seu entendimento, que votava pelo referendo da decisão cautelar, nos termos em que foi proferida. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para julgar o caso. O julgamento teve início na quarta-feira, 22 de abril de 2026, com prazo para os votos se encerrando na noite de segunda-feira, 28 de abril de 2026.

Imóveis e o contexto das propinas

Os investigadores da PF identificaram seis imóveis de luxo que supostamente foram utilizados como forma de pagamento das propinas. Todos esses bens foram atribuídos a Paulo Henrique Costa. Os imóveis citados são: Heritage, Arbórea, One Sixty, Casa Lafer, Ennius Muniz e Valle dos Ipês.

As apurações indicaram que Vorcaro paralisou os pagamentos após tomar conhecimento de uma investigação do Ministério Público Federal. O procedimento foi aberto em abril de 2025 para investigar o pagamento de propina a Costa. Mendonça comentou que o conjunto de elementos aponta alta probabilidade de que Vorcaro soubesse da instauração do procedimento antes de receber as cópias.

A ordem de paralisação e as prisões

Segundo a Polícia Federal, Vorcaro teria ordenado a Daniel Monteiro que “travasse tudo”. Essa ordem resultou no bloqueio dos pagamentos e na formalização do registro das transações. As prisões de Costa e Monteiro foram decretadas na quarta-feira, 16 de abril de 2026, durante a operação Compliance Zero.

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