STF julgará prisão de ex-presidente do BRB por propina e ativos em 2026! O que esperar?

STF Julgará Prisão de Ex-Presidente do BRB na Próxima Semana
A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) está marcada para julgar a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), na próxima quarta-feira, dia 22 de abril de 2026. O caso envolve acusações de pagamento de propina para facilitar a aquisição de ativos do Banco Master pelo BRB.
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O ministro André Mendonça submeteu sua decisão de prisão de Paulo Henrique e do advogado Daniel Monteiro ao referendo do colegiado. Mendonça seguiu o entendimento usado anteriormente ao decretar a prisão de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, em março.
Detalhes do Julgamento e Acusações
Na ocasião anterior, a maioria foi formada logo no início do julgamento, realizado no plenário virtual em 13 de março. O ministro Gilmar Mendes foi o último a votar, manifestando críticas à dinâmica da operação conduzida pela Polícia Federal, mesmo acompanhando o relator.
Com este novo julgamento, os membros do colegiado — com exceção de Dias Toffoli, que declarou impedimento — deverão analisar se a prisão do executivo e do advogado deve ser mantida. O julgamento está previsto para se encerrar na sexta-feira, dia 24 de abril de 2026.
Alegações de Propina e Ativos
André Mendonça autorizou a prisão de Paulo Henrique Costa e Daniel Monteiro sob suspeita de negociarem R$ 146 milhões em propina, pagos por Daniel Vorcaro, fundador do Master. A Polícia Federal (PF) aponta que Henrique Costa teria autorizado o pagamento de R$ 12 bilhões em créditos considerados “podres” do Master.
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Segundo os investigadores, foram identificados seis imóveis de luxo como forma de pagamento dessas propinas, totalizando um repasse de R$ 74 milhões. A PF alega que Vorcaro não completou os pagamentos porque tomou conhecimento de um procedimento investigatório sigiloso do Ministério Público Federal em abril de 2025, sobre o pagamento de propina a Paulo Henrique.
Imóveis e Bloqueios
Os imóveis atribuídos ao ex-presidente do BRB incluem: Heritage; Arbórea; One Sixty; Casa Lafer; Ennius Muniz; e Valle dos Ipês. As apurações sugerem que, ao tomar ciência das investigações, Vorcaro instruiu Daniel Monteiro a “travar tudo”, bloqueando os pagamentos e a formalização dos registros das transações.
Os policiais relataram que foi Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como parte do núcleo de inteligência do Master, quem enviou as peças sigilosas para Vorcaro em 24 de junho. Mendonça afirmou que o conjunto de elementos aponta alta probabilidade de Vorcaro ter tido ciência da instauração do procedimento antes de receber as cópias.
Posicionamento da Defesa
A defesa de Paulo Henrique Costa foi contatada pela imprensa na manhã de quinta-feira, dia 16 de abril de 2026, mas não houve resposta até a publicação da matéria. Por sua vez, a defesa de Daniel Monteiro divulgou nota afirmando que ele foi surpreendido com a decisão de prisão.
A defesa ressaltou que sua atuação sempre foi estritamente técnica, no exercício profissional como advogado do Banco Master e de outros clientes.
A defesa declarou que Daniel Monteiro está à disposição da Justiça e confia que todos os fatos serão integralmente esclarecidos pelos órgãos competentes.
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