STF e Daniel Vorcaro: Delação Premiada Exige Restituição de Milhões do Banco Master

STF Exige Restituição de Valores do Banco Master em Delação de Daniel Vorcaro
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, realize a devolução de valores que possam ter sido utilizados em fraudes ao Sistema Financeiro Nacional, como condição para aceitar sua delação. A avaliação da Corte, baseada na Lei 12.850/2013, é que o investigado deve restituir bens ou valores diretamente ligados aos crimes praticados. Vorcaro entregou na terça-feira, 5 de maio de 2026, à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, documentos que detalham as informações que pretende apresentar em sua colaboração.
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Com esses documentos, a Procuradoria-Geral da República e os investigadores poderão verificar se as informações fornecidas pela defesa de Vorcaro auxiliam nas investigações e se podem ser utilizadas para obter novas provas. A delação só se tornará válida após a homologação do termo pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Segunda Turma do STF.
A Turma também defende que Vorcaro repasse aos cofres públicos eventuais valores obtidos de forma ilícita no esquema de fraude.
A expectativa é que benefícios penais e processuais sejam concedidos a Vorcaro somente se, além das informações fornecidas, ele indicar formas para que o Estado recupere ou localize os valores desviados. Vorcaro já assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, etapa inicial para a negociação de uma possível delação premiada.
Essa delação apresenta riscos potenciais para os Três Poderes.
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Como Será o Processo da Delação Premiada
O processo de negociação da delação premiada seguirá algumas etapas. Inicialmente, Vorcaro apresentará relatos preliminares e documentos considerados relevantes para a investigação. Nesta fase, a defesa, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal assinarão um termo de confidencialidade para garantir que o conteúdo permaneça sob sigilo.
Em seguida, procuradores e investigadores analisarão o material entregue e poderão solicitar esclarecimentos adicionais, novos documentos e provas que confirmem as informações apresentadas pelo colaborador.
Após a análise concluída, a Procuradoria-Geral da República decidirá se considera a colaboração útil e, se for o caso, solicitará ao STF a homologação do acordo. A palavra final caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo.
Ele poderá homologar a delação, pedir ajustes ou rejeitar o acordo.
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