STF dá prazo de 15 dias para alegações finais contra Eduardo Bolsonaro

STF dá 15 dias para alegações finais contra Eduardo Bolsonaro. Saiba como a PGR acusa interferência em ações judiciais!

23/04/2026 17:24

2 min

STF dá prazo de 15 dias para alegações finais contra Eduardo Bolsonaro
(Imagem de reprodução da internet).

STF estabelece prazo de 15 dias para alegações finais contra Eduardo Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, dia 23, um prazo de 15 dias para a apresentação das alegações finais no processo criminal que envolve o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele é acusado de coação no curso de um processo judicial.

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Acusações de interferência em ações judiciais

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as acusações indicam que Eduardo Bolsonaro teria atuado nos Estados Unidos com o objetivo de pressionar autoridades brasileiras. O suposto intuito seria interferir no andamento de uma ação judicial movida contra seu pai, Jair Bolsonaro (PL), que posteriormente foi condenado por seu envolvimento em uma trama golpista.

O contexto das alegações

As alegações apontam que Eduardo Bolsonaro teria buscado o apoio do governo americano para implementar medidas como sanções e tarifas contra o Brasil, em reação ao julgamento em questão. A fase de alegações finais representa as últimas manifestações das partes envolvidas antes que o julgamento ocorra.

Procedimentos processuais e o andamento do caso

Tanto a PGR, que representa a acusação, quanto a Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa, foram intimadas para se manifestarem neste momento processual. Após a conclusão desta etapa, a Primeira Turma poderá agendar a data do julgamento, momento em que os ministros analisarão o mérito e decidirão sobre a absolvição ou condenação do ex-parlamentar.

Detalhes sobre o processo

É importante notar que, morando nos EUA há pouco mais de um ano, Eduardo Bolsonaro foi citado no processo por edital, ou seja, a comunicação da ação penal foi feita por meio de publicação oficial. Como ele não apresentou advogado nem defesa prévia, a Defensoria foi acionada.

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Uma audiência de instrução, com interrogatório realizado por videoconferência, foi marcada. Embora a presença do réu não seja obrigatória, ele se ausentou do depoimento, que constituiria um ato de defesa. Após a audiência realizada no dia 14, o juiz auxiliar concedeu um prazo de cinco dias para vista conjunta, período em que acusação e defesa poderiam acessar os autos para solicitar novas provas ou diligências que esclarecessem fatos levantados em depoimento.

Contudo, nem a PGR nem a Defensoria apresentaram requerimentos.

Próximos passos do processo judicial

Com a ausência de requerimentos de novas provas, o processo avançou naturalmente para a fase das alegações finais, conforme determinado pelo STF.

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