Startup Brasileira Revoluciona Criação de Empresas no Exterior com Novo Modelo!

Startup brasileira revoluciona criação de empresas no exterior!
Tools for the Commons busca simplificar o processo, como um serviço de streaming.
R$ 10 milhões em investimento!
Hugo Mathecowitsch lidera a iniciativa com foco em “network states”.
Descubra o futuro das empresas!

23/02/2026 10:04

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Nova Empresa Brasileira Busca Simplificar a Criação de Empresas no Exterior

Uma startup brasileira está buscando revolucionar a forma como as empresas são criadas no exterior, com a ambição de tornar o processo tão simples quanto assinar um serviço de streaming. A ideia é que, em um futuro próximo, empreendedores possam escolher em qual cidade digital viver, trabalhar e pagar impostos, ainda que essa possibilidade seja hoje mais teórica do que uma realidade massificada.

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A empresa, chamada Tools for the Commons, está criando uma rede de zonas digitais inspirada nesse conceito e acaba de anunciar uma rodada de investimento inicial de R$ 10 milhões, com a participação de fundos como o 468 Capital, da Sthorm, da Tanssi e da Coins.

O Conceito de “Network States” e a Abordagem da Tools

O termo “network state” descreve comunidades digitais unidas por valores e objetivos comuns, que se organizam inicialmente na internet, frequentemente utilizando criptomoedas. Ao contrário de surgir de um território físico, essas comunidades funcionam como plataformas coordenadas por ferramentas digitais, com suas próprias regras e, em alguns casos, planos para adquirir pequenos terrenos em diferentes países.

A Tools for the Commons se encaixa nesse debate, mas com uma abordagem mais prática. Em vez de propor a criação imediata de um “novo país”, a empresa busca facilitar o acesso a zonas especiais e regimes diferenciados já existentes, agrupando regras, impostos e serviços públicos digitais em um produto que lembra um marketplace de jurisdições.

O fundador, Hugo Mathecowitsch, que já ajudou a financiar mais de mil empresas de tecnologia através de crédito estruturado na fintech A55, acredita que o modelo permitirá que os empreendedores deixem de depender apenas do país de origem ou do CEP onde abriram CNPJ para escolher o pacote de regras mais adequado ao seu negócio, em troca de uma assinatura mensal e uma taxa sobre as operações realizadas.

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O Modelo de Negócio da Tools

A Tools está desenvolvendo uma infraestrutura digital baseada em blockchain para gerenciar essas zonas digitais, oferecendo serviços como registro de pessoas e empresas, movimentação financeira em moedas locais e cripto, e contratos e regras de governança.

O objetivo é criar uma nova categoria de cidades digitais, voltadas para a economia do conhecimento – profissionais que trabalham com software, internet, inteligência artificial e propriedade intelectual – cuja rotina já é, por natureza, globalizada.

Atualmente, a empresa opera em duas zonas: uma em Próspera, na África, onde atua como operadora, escrevendo leis e programando instituições locais, e outra em Honduras, conhecida como a “Zona Especial do Caribe”. A Tools funciona como distribuidora da zona especial criada em 2016, capturando uma porcentagem das receitas geradas dentro daquela economia através de uma comissão sobre movimentações de pessoas e empresas.

Desafios e Perspectivas

A Tools enfrenta desafios como a dependência de infraestruturas públicas digitais de países como o Brasil, que ainda utilizam a nuvem de grandes empresas de tecnologia, sujeitas a legislações como a americana, que permite ao governo dos EUA requisitar dados armazenados nessas nuvens.

A empresa acredita que novas zonas digitais, com arquiteturas distribuídas e regras próprias, podem servir como “laboratórios de soberania” para testar alternativas a esse duopólio. No entanto, a criação de uma rede de zonas especiais apresenta dilemas como a competição fiscal entre territórios, a pressão por regras trabalhistas e ambientais mais flexíveis e a concentração de benefícios em uma minoria qualificada.

A Tools reconhece que se trata de um projeto de longo prazo, altamente regulado e dependente de ciclos políticos, com o objetivo de criar um “país distribuído” que existiria mais na nuvem do que em um mapa físico, com cerca de 50 a 100 zonas conectadas em 10 anos.

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