Setor Privado Alerta: PL de Minerais Críticos Gera “Terrabras Camuflada”

Setor privado alerta: PL de minerais críticos ameaça investimentos! Representantes temem controle excessivo do governo sobre minerais estratégicos.

06/05/2026 17:59

3 min

Setor Privado Alerta: PL de Minerais Críticos Gera “Terrabras Camuflada”
(Imagem de reprodução da internet).

Preocupações do Setor Privado com Proposta de Minerais Críticos

Representantes do setor privado têm expressado crescente preocupação com o Projeto de Lei (PL) dos minerais críticos e estratégicos, classificando o Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) como uma possível “Terrabras camuflada“.

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Essa avaliação surge em resposta ao relatório apresentado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), e reflete o receio de que o texto possa conferir ao governo federal um controle excessivo sobre ativos considerados estratégicos.

O CMCE e o Risco de Intervenção Governamental

A principal objeção reside na possibilidade de o Poder Executivo exercer influência sobre operações societárias envolvendo empresas detentoras de direitos minerários sobre minerais críticos e estratégicos. O debate se concentra na possibilidade de o governo condicionar ou até mesmo barrar fusões, aquisições, reorganizações societárias, a entrada de capital estrangeiro e contratos internacionais de fornecimento.

Essa situação geraria insegurança jurídica e poderia impactar negativamente o setor.

A comparação com uma “Terrabras camuflada” surge da discussão interna no governo sobre a criação de uma estatal para minerais críticos e estratégicos, além de propostas mais intervencionistas, como a adoção de um modelo de partilha para determinados ativos minerais.

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Apesar de essas ideias não terem sido formalizadas no relatório, o fortalecimento do CMCE é visto como um potencial mecanismo para preservar essa lógica de controle estatal.

Busca por Clareza e Restrições ao Poder Executivo

O setor privado busca alterar a redação do texto para substituir a ideia de anuência ou autorização prévia por um modelo de comunicação ou conhecimento prévio ao governo. As empresas defenderiam informar operações relevantes, sem depender automaticamente de avaliação do Executivo.

Além disso, buscam que a lei defina parâmetros claros sobre quais empresas, tipos de operação, países, níveis de participação estrangeira e situações de risco poderiam justificar uma análise mais rigorosa do governo.

A preocupação é que, se esses critérios forem definidos apenas em regulamentação posterior, o Executivo terá margem para decisões discricionárias sobre ativos minerais estratégicos, ampliando a insegurança jurídica. O debate se intensifica com a divisão interna no governo Lula, com ministérios como o de Minas e Energia e o da Fazenda se manifestando contrários a um poder amplo de veto, enquanto alas da Casa Civil e do MDIC defendem instrumentos de controle estatal.

Desafios na Aprovação do PL

A votação do PL foi travada na última terça-feira (5) devido à pressão de mineradoras e parlamentares contra a anuência prévia do Executivo. A expectativa agora é que o relator, Arnaldo Jardim, tente costurar uma nova redação para reduzir resistências e permitir a votação do texto nesta quarta-feira (6).

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