Senadores criticam troca em CPI do Crime Organizado após menção ao STF

Senadores criticam troca de membros na CPI do Crime Organizado! Entenda a manobra política que envolve o STF e o relatório final.

14/04/2026 23:53

3 min

Senadores criticam troca em CPI do Crime Organizado após menção ao STF
(Imagem de reprodução da internet).

Senadores Criticam Troca de Membros em CPI do Crime Organizado

Senadores manifestaram críticas nesta terça-feira, dia 14, em relação à substituição de parlamentares na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, ocorrida pouco antes da votação do relatório final. As críticas surgiram após o texto que pedia o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ser alvo de movimentações políticas.

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Alegações de Manobra Política na Comissão

O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), utilizou o X (antigo Twitter) para denunciar o ocorrido. Ele afirmou que, em uma democracia, os resultados das votações devem ser respeitados, mesmo quando desfavoráveis.

Detalhes da Substituição de Membros

Vieira registrou o adiamento da votação e a subsequente troca de dois parlamentares que apoiavam o relatório por outros dois que votaram contra, seguindo a orientação do governo. Ele ponderou que, embora tais ações sejam estratégias regimentais, é crucial apontar seu impacto.

Posicionamentos de Outros Parlamentares

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) declarou em vídeo que, embora todos tenham direito à ampla defesa e sejam considerados inocentes até prova em contrário, ninguém está acima da lei. Ela acusou o governo de tentar abafar investigações quando estas ameaçam quem está no poder.

O senador Marcos do Val (Avante-ES) também se manifestou no X, classificando a reação do sistema como “brutal”. Segundo ele, houve um esforço considerável para remover do caminho aqueles comprometidos com a Justiça e que não poupam criminosos.

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Impacto da Articulação Governamental na CPI

A troca de integrantes da CPI do Crime Organizado foi atribuída à articulação entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chefe do Executivo, e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado. Os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) deixaram o colegiado, sendo substituídos por Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA).

Moro e a Continuidade das Investigações

Em coletiva de imprensa, Moro enfatizou que as investigações precisam prosseguir. Ele argumentou que, após o relatório ser lido, havia perspectiva de aprovação, mas que a substituição de senadores do PT por ele o impediria de apurar os fatos e extrair as consequências necessárias.

Acusações de Blindagem Política

Moro e outros apontaram que nomes de oposição e adversários do STF foram trocados por membros alinhados ao governo, visando blindar os ministros citados no relatório. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou as manobras digitais do governo Lula, alegando que se tratava de mudar as regras do jogo no momento da votação.

Conclusão sobre o Processo Investigativo

O texto original da CPI do Crime Organizado contava com 11 senadores titulares, dos quais dez votavam, além de sete suplentes. As recentes movimentações geraram um clima de tensão sobre a imparcialidade e o andamento das apurações.

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