Senador Viana Ataca Relatório da CGU Sobre Fundação Oásis e Prefeito

Senador Viana Contesta Relatório da CGU Sobre Repasses à Fundação Oásis
O senador da República (PSD-MG), Antonio Viana, reuniu-se com o controlador-geral da República, Vinícius Marques de Carvalho, na quarta-feira, 6 de maio de 2026, na sede da Controladoria-Geral da União (CGU) em Brasília. O encontro teve como foco contestar um relatório da CGU que apontava irregularidades nos repasses de recursos para a Fundação Oásis, vinculada à Igreja Lagoinha, em Belo Horizonte (MG).
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Investigação Inicial e Contestações
O relatório da CGU, datado de 2022, indicava que Viana havia destinado R$ 1,6 milhão à capital mineira, incluindo R$ 100 mil para a reforma de uma quadra, R$ 800 mil para a construção de outra e R$ 700 mil à própria Fundação Oásis, sem uma definição clara de seu objeto.
A controladoria também destacou a ausência de um processo de licitação pública e a demora na aplicação dos recursos das primeiras emendas. A Fundação Oásis já havia sido considerada irregular em 2020 e 2021.
Defesa do Senador e da Prefeitura
Viana argumentou que a destinação dos recursos foi diversa daquela inicialmente apontada pela CGU, incluindo a execução de uma obra já concluída. Em declaração ao Poder360, ele solicitou a atualização do relatório, alegando que a quadra que recebeu os recursos estava pronta.
Ele também esclareceu que o repasse foi “erroneamente divulgado como sendo emenda PIX para a Fundação Oásis”.
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A Prefeitura de Belo Horizonte, representada pelo prefeito da sigla União Brasil, aliado de Viana, apresentou um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalhando que recebeu duas emendas do senador, ambas no valor de R$ 1,5 milhão, totalizando R$ 3 milhões.
A prefeitura afirmou que a quadra foi concluída e está em funcionamento, e que o repasse foi feito através da administração municipal.
Quanto à outra emenda, a gestão municipal declarou que a finalidade foi detalhada em um plano de trabalho com metas aprovadas pelo Conselho Municipal de Assistência Social, referente ao projeto “Esperança Fundação Oásis”, com foco em serviços socioassistenciais.
A prefeitura firmou uma parceria com a fundação por meio de um termo de fomento e analisou a prestação de contas do repasse, considerando-as regulares.
Envolvimento da Igreja Lagoinha e do Banco Master
A Fundação Oásis é o braço social da Igreja da Lagoinha, pertencente a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. André Valadão, líder da entidade, está sob investigação pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, presidida por Carlos Viana.
Viana é alvo do STF devido a outros repasses de R$ 3,6 milhões em emendas à Lagoinha, citada em investigações sobre o caso Master.
Em abril de 2026, Viana afirmou que os recursos foram destinados aos municípios, e não diretamente a instituições, através da modalidade “fundo a fundo”, com análise técnica do Fundo Nacional de Assistência Social e fiscalização de conselhos municipais.
Avaliação da CGU
A Controladoria Geral da União negou quaisquer erros no material e declarou ter sugerido que o senador encaminhasse os documentos oficiais da Prefeitura de Belo Horizonte, com detalhes da destinação dos recursos. O órgão afirmou que avaliará as novas informações e, se necessário, tomará as providências cabíveis.
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