Senador Nogueira no Centro de Investigação da Operação Compliance Zero

Operação Compliance Zero Expõe Envolvimento de Senador Nogueira no Caso Master
A Polícia Federal (PF) deu início à quinta fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (7), com foco no senador Ciro Nogueira (PP-PI). A autorização para a investigação, concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, aponta para o envolvimento do parlamentar em ações que teriam beneficiado o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.
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A operação marca um distanciamento entre Mendonça e Nogueira, ambos figuras importantes durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Relações Políticas e o Caso Master
André Mendonça, nomeado no STF em 2021 após a indicação de Bolsonaro, e Ciro Nogueira compartilharam um histórico de atuação no governo federal. Mendonça, antes advogado-geral da União, e Nogueira, ex-ministro da Justiça, foram peças-chave na defesa do governo durante a pandemia e na condução da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19.
A situação atual, com Nogueira sob investigação, reacende debates sobre o papel de figuras ligadas ao governo anterior em questões de corrupção e irregularidades financeiras.
O Banco Master e as Investigações
O caso Master, que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e pagamentos ilícitos, ganhou destaque com o relatório extraído do celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As mensagens periciadas revelaram menções a supostos pagamentos direcionados ao ex-presidente do STF, Dias Toffoli.
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André Mendonça, atualmente o relator do caso no STF, citou o nome de Nogueira na decisão recente, indicando que ele recebeu um envelope com uma sugestão de emenda parlamentar elaborada pelo Banco Master.
A Emenda Master e as Acusações
A chamada “emenda Master” (Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023) buscava ampliar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A investigação da PF também revelou mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, em que discutiam valores e possíveis pagamentos.
As mensagens indicam que Vorcaro teria influenciado o senador Ciro Nogueira a propor um projeto de lei considerado “uma bomba atômica” para o mercado financeiro.
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