Senador, Banco Master e Emenda de 1 Milhão: PF Investiga Conexões Polêmicas

Emenda ao FGC Aprovada em Investigações da Polícia Federal
Uma emenda proposta pelo senador do PP-PI, que visava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), não avançou no Senado Federal. A proposta, inicialmente protocolada em agosto de 2024 como Emenda nº 11, buscava elevar o limite de proteção de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.
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O documento, com 385 KB, gerou grande atenção da Polícia Federal, que iniciou nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, a quinta fase da operação Compliance Zero.
Investigação Revela Conexões entre Senador e Banco Master
A investigação da Polícia Federal aponta que o senador recebia benefícios ilícitos de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A equipe do banco teria entregue ao senador um envelope contendo a redação da emenda, que posteriormente foi apresentada pelo Ciro Nogueira como Emenda nº 11 à PEC 65/2023.
O relatório da Polícia Federal indica que a proposta apresentada ao Senado reproduzia integralmente a versão encaminhada pelo banco, buscando beneficiar diretamente o modelo de operação do Banco Master, focado na emissão de CDBs cobertos pelo FGC.
Circulação de Minutas Legislativas na Residência do Senador
A investigação revela que minutas de projetos legislativos ligados a interesses do Banco Master circulavam pela residência do senador. Segundo a PF, a equipe do banco enviava documentos a Vorcaro, que entregava os materiais pessoalmente em envelopes na casa de Ciro Nogueira.
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Em novembro de 2023, Vorcaro teria determinado a retirada de envelopes da residência do senador contendo “minutas de projetos de interesse particular”. Esses documentos seriam levados para revisão em um escritório indicado pelo banqueiro antes de serem encaminhados a um servidor ligado ao gabinete parlamentar.
Acusações e Suspeitas de Benefícios Recorrentes
As apurações apontam que Ciro Nogueira teria recebido benefícios recorrentes atribuídos a Daniel Vorcaro, incluindo repasses mensais, pagamentos de despesas pessoais, utilização de bens de elevado valor e suspeita de entrega de dinheiro em espécie.
Há também indícios de aquisição de participação societária com desconto considerado elevado. A Polícia Federal afirma que havia “notícia de circulação, a partir de sua residência, de minutas de outros projetos legislativos de interesse do particular, posteriormente remetidas ao gabinete parlamentar”.
A decisão judicial cita que o senador “instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar em favor dos interesses privados” do dono do Banco Master.
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