São Paulo: Poluição do Ar Aumenta Risco de Doenças Renais em Homens

Estudo aponta risco de doenças renais em São Paulo! Poluição do ar, especialmente da queima de veículos, aumenta a internações hospitalares. Homens são mais

11/05/2026 14:26

2 min

São Paulo: Poluição do Ar Aumenta Risco de Doenças Renais em Homens
(Imagem de reprodução da internet).

Estudo Revela Ligação Entre Poluição do Ar e Doenças Renais em São Paulo

Um estudo recente, financiado pela FAPESP e publicado na revista Scientific Reports, estabeleceu uma forte conexão entre a concentração de material particulado no ar de São Paulo e o desenvolvimento de doenças renais. A pesquisa, que analisou dados de 2011 a 2021, identificou que a queima de combustíveis por veículos foi um dos principais fatores que contribuíram para essa relação.

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O estudo estimou o risco de internações hospitalares por três condições renais, considerando os níveis de poluição do ar existentes na cidade.

Homens Mais Vulneráveis à Poluição

Os resultados indicaram que homens, em todas as faixas etárias, apresentaram um risco significativamente maior de hospitalização devido à exposição à poluição do ar. Mesmo com a exposição a baixas concentrações do poluente, dentro do limite de 15 micrômetros por metro cúbico (μg/m3) estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), houve um aumento no risco de injúria renal aguda, uma das condições analisadas no estudo.

Observou-se que mulheres não apresentaram o mesmo risco nesse caso.

Concentrações Elevadas e Impacto na Saúde

A concentração de material particulado na cidade de São Paulo chegou a 65 μg/m3, superando em mais de quatro vezes o limite tolerável pela OMS. Apesar disso, mesmo concentrações dentro do limite estabelecido ainda demonstraram uma relação com internações por doenças renais, reforçando a necessidade de intensificar as políticas de redução da poluição do ar.

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Iara da Silva, principal autora do estudo, ressaltou a importância desse achado.

Pesquisas e Projetos de Apoio

O estudo faz parte do projeto “A poluição do ar é o motor do envelhecimento renal prematuro”, que conta com o apoio da FAPESP e da NWO (Organização Neerlandesa para a Pesquisa Científica). A pesquisa também recebeu suporte da FAPESP através do projeto “Área Metropolitana de São Paulo: abordagem integrada mudanças climáticas e qualidade do ar” (Metroclima Masp), coordenado por Maria de Fátima Andrade, professora do IAG-USP.

O trabalho ainda teve apoio da FAPESP por meio de Bolsa de Doutorado para Caroline Fernanda Hei Wikuats no IAG-USP, com estágio na Universidade de Amsterdã, nos Países Baixos.

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