São Paulo mobiliza empresários para impedir PEC que reduz jornada de trabalho

Uma comitiva de empresários de São Paulo iniciou nesta terça-feira (5) uma visita a Brasília com o objetivo de tentar impedir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a escala de trabalho de 6×1, reduzindo a jornada semanal de 44 horas para 40.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A iniciativa é liderada pela FecomercioSP, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo. A comitiva busca diálogo com deputados de diferentes partidos e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Participantes Diversificados da Comitiva
A equipe de empresários inclui representantes de diversas cidades de São Paulo, abrangendo uma variedade de setores. Entre as cidades participantes estão Taubaté, Barretos, Itararé, Matão, Itapetininga, Adamantina, Ourinhos e Campinas. Os empresários representam segmentos como o de alimentos, cosméticos, locação de veículos e empresas de representação comercial.
Reuniões e Debates na Câmara
A comissão especial da Câmara dos Deputados se reunirá para discutir o plano de trabalho do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), e a convocação de lideranças políticas e sindicais para as reuniões. A comissão também deve ouvir trabalhadores, representantes sindicais e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.
O objetivo é analisar os impactos da proposta.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Preocupações dos Empresários
Os empresários argumentam que a PEC pode aumentar significativamente os custos do trabalho, levando a uma queda na empregabilidade e pressionando as contas públicas. A FecomercioSP estima que o aumento nos custos da folha de pagamento, caso a jornada seja reduzida de 44 para 40 horas, atingiria R$ 158 bilhões.
A entidade destaca que essa situação afeta especialmente as mulheres, que representam uma parcela significativa da força de trabalho do varejo, que depende do trabalho aos fins de semana.
A FecomercioSP acredita que a PEC trará mais rigidez à jornada de trabalho, resultando em menos vagas, horas extras e contratos disponíveis para as mulheres. Além disso, a entidade teme que a mudança na escala aumente a informalidade e a perda de renda para essas profissionais.
O relator da proposta, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), espera votar a proposta em breve, com reuniões da comissão especial ocorrendo várias vezes por semana.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


