Santander Brasil Apresenta Queda de Lucros e Alerta sobre Cenário Econômico Crítico

Resultados do Santander Brasil Refletem Cenário Econômico Desafiador
Em coletiva de imprensa, o CEO do Santander Brasil, Mario Leão, apresentou os resultados do banco no primeiro trimestre de 2026, destacando o impacto de um cenário macroeconômico desafiador. O lucro líquido gerencial alcançou R$ 3,788 bilhões, apresentando uma queda de 1,9% em relação ao ano anterior e de 7,3% em comparação com o trimestre anterior.
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O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) também registrou uma retração para 16%, refletindo as pressões do mercado.
Fatores de Pressão e Expectativas
Leão atribuiu a queda nos resultados a fatores como a alta inadimplência, que atingiu 6% entre micro, pequenas e médias empresas, e a necessidade de aumentar as provisões para cobrir possíveis perdas. O executivo ressaltou que o ritmo de queda dos juros é um fator crucial para a recuperação dos resultados, afirmando que “quanto mais devagar os juros caem, mais devagar a conta melhora”.
A expectativa do mercado é de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), mas a instabilidade geopolítica, com conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã, gerou cautela.
Foco na Eficácia do Programa de Renegociação
O banco está implementando uma nova versão do programa de renegociação de dívidas empresariais, com a execução das plataformas dos próprios bancos, o que deve aumentar a aderência. Mario Leão rebateu críticas sobre possíveis motivações políticas, afirmando que o diagnóstico por trás da iniciativa é correto, reconhecendo que “as famílias estão sobrealavancadas, sobreendividadas”.
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Ele acredita que o novo formato é mais eficaz e que a situação da inadimplência não será revertida por uma simples mudança na taxa de juros.
Desafios e Perspectivas
Apesar dos desafios, Leão manteve uma visão construtiva sobre a evolução da conta, reconhecendo que o processo de recuperação será gradual. O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,3% no trimestre, com piora em pessoas físicas de menor renda e pequenas e médias empresas.
O banco continua atento aos segmentos mais vulneráveis, como pequenas empresas, o setor agro e alguns segmentos dos cartões. A margem com mercado permanece negativa, mas Leão espera que mudanças marginais na taxa básica não alterem significativamente a trajetória da inadimplência no curto prazo.
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