Rússia Intensifica Ataques com Drones na Ucrânia: Nova Estratégia Revelada

Ataques da Rússia à Ucrânia Aumentam com Drones em Plano
Em abril de 2026, a Rússia intensificou seus ataques à Ucrânia, utilizando um número recorde de drones de longo alcance, conforme revelado por uma análise da Agência France-Presse (AFP) com base em informações das forças aéreas ucranianas. Moscou lançou 6.583 drones desse tipo durante o mês, representando um aumento de 2% em relação a março.
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As negociações entre as partes envolvidas na guerra, iniciada com a invasão russa em 2022, permanecem sem avanços. O exército russo adaptou sua estratégia, expandindo os ataques para o período diurno, anteriormente concentrados à noite. Essa mudança de tática levanta preocupações sobre o aumento de vítimas civis, uma questão central na guerra que já resultou em dezenas de milhares de mortes.
Estratégia de Ataque e Interceptações
Além do aumento nos drones, o número de mísseis lançados por Moscou também cresceu em 2% em comparação com o mês anterior, atingindo 141 unidades. No entanto, esse número é inferior aos 288 mísseis lançados em fevereiro. Dados da força aérea ucraniana indicam que 88% dos drones e mísseis lançados foram interceptados, demonstrando a eficácia das defesas aéreas ucranianas, que desenvolveram uma ampla gama de drones interceptadores.
Uso de Drones em Contextos Regionais
A eficácia dos drones ucranianos também chamou a atenção de outros países, como alguns na região do Golfo, que utilizaram drones para combater drones Shahed, enviados pelo Irã em resposta a ataques recentes contra Israel, com apoio dos Estados Unidos.
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) observou que a nova tática russa de combinar ataques noturnos com ataques diurnos em larga escala provavelmente resultará em um aumento de vítimas civis.
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Objetivos e Impacto dos Ataques
O ISW acredita que o objetivo da Rússia pode ser direcionar mais ataques a civis e infraestruturas civis, especialmente em áreas públicas e abertas, considerando o aumento das temperaturas e a maior probabilidade de ucranianos em locais abertos. O centro de estudos americano destaca que essa estratégia visa “aterrorizar os civis” após os bombardeios russos contra infraestruturas energéticas durante o inverno, que causaram interrupções generalizadas no fornecimento de água, eletricidade e aquecimento.
Pavlo Palisa, vice-chefe de gabinete do presidente Volodimir Zelensky, ressaltou que os ataques também têm um impacto econômico significativo, paralisando a atividade em áreas onde ocorrem os bombardeios. A situação continua tensa, com a Rússia insistindo que seus ataques se concentram apenas em alvos militares.
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