Romeu Zema compara STF a Tiradentes e critica “intocáveis” em Minas Gerais

Romeu Zema critica STF e compara situação atual a Tiradentes
Durante a cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, realizada em Minas Gerais, o ex-governador e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), fez uma alusão à história de Tiradentes nesta terça-feira, dia 21. Ele aproveitou o evento para tecer críticas contundentes ao Supremo Tribunal Federal (STF), clamando por mais coragem contra o que ele chama de “intocáveis” da Corte.
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A crítica ao poder concentrado e à injustiça
Ao citar Tiradentes, mártir da Inconfidência Mineira, Zema fez um paralelo entre o passado e o presente. Ele associou o momento atual, no qual ministros da Suprema Corte estão sob suspeita de envolvimento em escândalos políticos, a um cenário de grande injustiça e concentração excessiva de poder.
A necessidade de reação contra os “intocáveis”
Segundo o ex-governador, é imperativo reagir contra o que ele classificou como os “intocáveis” da República. Zema disparou que “Brasília explora o Brasil igual os portugueses fizeram. É um eterno ciclo colonial sendo revivido, onde o governo é rico e o povo é pobre.
Além disso, estamos vivendo um momento de profunda vergonha moral”.
Ele questionou a conduta de alguns membros, perguntando: “Como pode a esposa de um ministro ter um contrato de 129 milhões de reais com o maior golpista do Brasil? Ou um ministro que, do dia para a noite, vira um grande investidor no turismo. Ou pior ainda, um ministro que, ao julgar um processo positivo para Minas Gerais, acha que estamos em dívida com o STF”.
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Discurso e questionamentos diretos ao STF
No decorrer do discurso, Zema direcionou várias críticas ao funcionamento das instituições e a membros do STF. Ele mencionou nominalmente o ministro decano do Supremo, Gilmar Mendes, ao afirmar: “Eu pergunto a você, ministro Gilmar Mendes, a Justiça não deveria ser cega?
Estamos assistindo os abusos do STF que ferem nossa constituição e protegem os intocáveis de Brasília”.
Contexto Histórico da Medalha da Inconfidência
A declaração de Zema ocorre em um dia significativo, pois a Medalha da Inconfidência remete ao evento executado em 1792. Este ato foi consequência de um movimento conhecido como Inconfidência Mineira, que contestava a colonização portuguesa no Brasil.
Tradicionalmente, o dia 21 de abril é marcado pela cerimônia de entrega desta honraria, concedida pelo Estado a personalidades e instituições que contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais e do país. Neste ano, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi homenageado e recebeu o Grande Colar da Medalha, a maior distinção estadual, reservada a chefes de Estado e outros Poderes.
Comparações e elogios a Tarcísio de Freitas
Sobre a liderança de Tarcísio em São Paulo, Zema comentou que o republicano “tem provado que é possível governar com seriedade e sem populismo barato”. Ele fez um paralelo entre os estados, dizendo que “Tarcísio, vocês paulistas deram muita sorte.
Coloque as mãos para o céu, São Paulo não passou pelas mãos podres do PT, e isso com certeza ajudou São Paulo a manter sua riqueza, afinal não foram assaltados como fomos aqui em Minas”.
O ex-governador continuou, reconhecendo a força econômica de São Paulo, mas ressaltando a mudança de gestão. “São Paulo é mais rica que Minas, mas isto hoje não é suficiente. Sua chegada ao governo fez uma mudança estrutural, uma política de resultados, de entrega”, concluiu Zema.
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