Rafael López Aliaga exige anulação das eleições no Peru após acusações de fraude!

Candidato da Ultradireita Peruana Exige Anulação das Eleições Presidenciais
Rafael López Aliaga, um candidato de espectro ultradireitista no Peru, estabeleceu um prazo de 24 horas para que a justiça eleitoral do país anule o pleito presidencial realizado no último domingo, dia 12. Caso essa exigência não seja atendida, Aliaga ameaçou convocar a população para uma insurgência civil nacional.
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Ameaças e Acusações de Fraude Eleitoral
As declarações de Aliaga ocorreram durante um discurso, momento em que ele apresentava uma diferença de votos inferior a meio ponto percentual em comparação com Roberto Sánchez, candidato de esquerda. “O tribunal eleitoral tem 24 horas para declarar a nulidade dessa porcaria”, afirmou Aliaga a seus seguidores, colocando-se em estado de “alerta permanente”.
Prazo e Contexto das Eleições
O prazo estipulado para a anulação total do pleito seria até as 20h, horário do Peru, o que corresponde às 22h no horário de Brasília. O processo eleitoral foi complicado, pois mais de 200 mesas de votação não puderam operar no domingo devido à carência de material eleitoral, forçando a prorrogação do dia de votação para o dia seguinte.
A Situação da Apuração dos Votos
Com 90% das urnas já apuradas, Keiko Fujimori, ex-deputada e filha do falecido ditador Alberto Fujimori, liderava a votação, seguida por Sánchez, com 11,99%. Aliaga, que liderava a apuração até o dia anterior, agora figura em terceiro lugar, com 11,93%.
A diferença entre ele e Sánchez é de menos de 10 mil votos.
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Repercussões Políticas e Pedidos de Prisão
Aliaga, ex-prefeito de Lima e classificado por analistas como de ultradireita, também exigiu a prisão do chefe do órgão eleitoral peruano, Piero Corvetto, acusando-o de cometer uma “fraude eleitoral”. Ele declarou que “a democracia tem o voto popular como eixo fundamental. É a essência da democracia.
E esse direito foi roubado diante de todos nós, diante de todo o Peru”.
Segundo informações, o problema nas mesas de votação teria sido causado por falhas na empresa privada responsável pela distribuição do material eleitoral. Sánchez, que agora aparece à frente de Aliaga e deve disputar o segundo turno com Fujimori, foi ministro de Turismo do ex-presidente Pedro Castillo, detido após dissolver o Congresso.
Perspectivas para o Futuro Político
O cenário político peruano permanece tenso após as declarações de López Aliaga. A expectativa recai sobre a justiça eleitoral cumprir o prazo estabelecido ou enfrentar as consequências de um possível levante civil.
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