Quadrante Group: Como a falta de mão de obra força a expansão global de talentos?

Quadrante Group inova em engenharia consultiva! Saiba como a multinacional portuguesa supera a falta de mão de obra em projetos globais. Clique e confira!

23/04/2026 06:30

4 min

Quadrante Group: Como a falta de mão de obra força a expansão global de talentos?
(Imagem de reprodução da internet).

Estratégia Internacional do Quadrante Group Frente à Escassez de Infraestrutura

A carência de mão de obra qualificada no setor de infraestrutura tem motivado a multinacional portuguesa Quadrante Group a buscar soluções além das fronteiras brasileiras. A companhia tem apostado em uma estratégia robusta de internacionalização de suas equipes, tanto na formação quanto na alocação de seus profissionais.

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Pedro Moniz, CEO do grupo, explicou em entrevista ao EXAME Infra que os colaboradores se deslocam internacionalmente para colaborar em projetos que, de outra forma, não seriam realizados em seus escritórios de origem. O Quadrante Group, especializado em engenharia consultiva, atua no Brasil há aproximadamente quinze anos.

O Impulso do Investimento em Infraestrutura e o Intercâmbio de Talentos

Segundo Moniz, o cenário atual, marcado por um pico de investimentos em infraestrutura e um aumento no Capex, estimula intensamente o intercâmbio entre os diversos escritórios da empresa. Esse movimento de troca de conhecimento não é unilateral.

O grupo não só recebe especialistas de outros países para atuar no Brasil, como também envia profissionais brasileiros para prestar serviços no exterior. Essa troca enriquece os profissionais, conferindo-lhes vivências e experiências distintas, o que impacta diretamente a qualidade dos projetos desenvolvidos.

Ganhos com a Diversidade de Conhecimentos

A combinação de perfis diversos, segundo o executivo, gera melhorias diretas na qualidade dos projetos. Ao unir equipes com formações e referências variadas, a empresa consegue criar soluções mais completas e altamente adaptáveis ao contexto.

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Essa integração de conhecimentos gera um “mix muito interessante para o projeto”, como ressaltou Moniz. Além disso, essa abordagem ajuda a amenizar um dos maiores desafios do setor: a dificuldade em encontrar profissionais qualificados para atender ao volume de investimentos previsto para os próximos anos.

Desafios Técnicos e Culturais na Integração Global

Apesar dos benefícios, o CEO apontou que a integração de equipes de diferentes nações traz consigo desafios significativos. Questões culturais, regulatórias e até mesmo conceituais de projetos exigem um processo constante de adaptação por parte dos envolvidos.

Moniz exemplificou as diferenças na engenharia predial, afirmando que os métodos de projeto elétrico predial na Europa divergem totalmente dos praticados no Brasil. Ele também destacou que a percepção de espaço físico, ergonomia e interiores varia muito entre culturas e países.

Normas Técnicas e Contextos Geográficos

As diferenças vão além da cultura, abrangendo aspectos técnicos e normativos. Em certas regiões, as exigências regulatórias estão intrinsecamente ligadas às características geográficas locais. O Chile, por exemplo, possui uma norma sísmica extremamente rigorosa, devido à sua atividade sísmica relevante.

Para o executivo, esse aprendizado contínuo é vital. Ele ressaltou que, embora existam especialidades de engenharia mais globais, outras são altamente específicas. A capacidade de transitar entre esses dois mundos permite que a companhia atue em diversos mercados.

Expansão Regional e Novas Fronteiras de Competitividade

O movimento de internacionalização acompanha a expansão geográfica das operações do grupo. A América Latina, em particular, está se consolidando como um polo de grande atividade para a empresa. Moniz citou projetos em países como Chile, Peru, México, Colômbia, Equador e Panamá.

Ele mencionou o relevante programa de construções rodoviárias e investimentos em energia no Chile. Em outros mercados latino-americanos, como México e Peru, o foco tem sido o avanço de projetos de infraestrutura viária.

O Potencial dos Data Centers e a IA

Outro tema em ascensão no debate de infraestrutura é o desenvolvimento dos data centers, centros cruciais para processamento e armazenamento de dados. Moniz avalia que, embora o setor ainda esteja em fase de desenvolvimento no Brasil, seu potencial de crescimento é considerável.

O aumento da demanda por serviços em nuvem e processamento de dados exige respostas ágeis dos países que desejam atrair investimentos nesse segmento. Contudo, a competitividade não se restringe apenas à demanda; o foco deve estar na regulamentação e em incentivos para acompanhar a onda da Inteligência Artificial.

Países que conseguirem oferecer um ambiente regulatório mais previsível tendem a liderar a disputa por novos projetos de data centers, fazendo com que investidores externos vejam o Brasil como um porto seguro.

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