PT avalia incluir estatal de minerais raros no plano de governo para 2026? Veja os detalhes!

PT avalia incluir estatal de minerais raros no plano de 2026! Saiba como a soberania mineral pode mudar o jogo político e econômico. Clique e confira!

19/04/2026 11:16

3 min

PT avalia incluir estatal de minerais raros no plano de governo para 2026? Veja os detalhes!
(Imagem de reprodução da internet).

PT Avalia Incluir Estatal de Minerais Raros no Plano de Governo para 2026

O Partido dos Trabalhadores (PT) está avaliando a inclusão da Terrabras, uma estatal de mineração de terras raras e minerais críticos, em seu programa de governo que será apresentado às eleições de 2026. A proposta visa transformar a soberania sobre os recursos do subsolo em um ponto central na disputa geopolítica por esses minerais estratégicos.

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A decisão de incorporar a estatal ao plano de governo é considerada uma iniciativa interna do partido e de Lula, não exigindo aprovação legislativa prévia. A elaboração do programa eleitoral ocorre antes do registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), previsto para agosto de 2026, permitindo ao partido assumir o compromisso sem depender de avanços no Congresso.

Propostas Legislativas em Debate sobre a Criação da Terrabras

A ideia ganhou força dentro do próprio PT quando a articulação alcançou o âmbito legislativo. Em abril, foram protocolados dois projetos de lei na Câmara visando a criação da Terrabras, cada um com abordagens distintas.

Modelos de Criação da Estatal

Um projeto, apresentado pelo deputado (PSB-DF), propõe uma estatal totalmente nova, focada em atrair investimentos privados e parcerias. Este modelo não exige regime de partilha obrigatório, nem impõe regras de conteúdo nacional ou restrições à exportação, visando o mercado global de minerais estratégicos.

Por outro lado, o deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder da federação PT-PCdoB-PV, sugere transformar a CPRM em estatal (Terrabras) sob um modelo mais intervencionista. Esta proposta estabelece regime de partilha da produção, maior controle da União sobre a cadeia, possibilidade de restringir a exportação de minério bruto e exige conteúdo nacional, além de incentivos fiscais para reciclagem.

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Desafios no Congresso e o Marco Legal

No Congresso, o caminho é mais complexo, e o PL 1754, também do PT, já enfrenta resistência. O deputado (Novo-RS) levantou um requerimento alegando inconstitucionalidade, argumentando que a criação de uma estatal invade a esfera de competência do Executivo federal.

O tema ainda passa por negociações internas antes de chegar à versão final no Legislativo. O deputado (Cidadania-SP), relator do marco legal do setor, adiou a apresentação do parecer após solicitação do governo federal, com o relatório previsto para 21 de abril.

Direcionamento do Parecer e Estrutura Estatal Atual

O parecer preliminar de Jardim segue uma linha mais alinhada ao setor privado, sem prever a criação de estatal ou restrições à exportação, o que gera atritos internos no governo. Historicamente, o Brasil teve 44 empresas estatais federais em 2023, incluindo setores como energia e finanças.

No setor mineral, já existem estruturas como a INB, focada em combustível nuclear, e o SGB, dedicado à pesquisa geológica. Essa coexistência de órgãos alimenta divergências sobre a necessidade de uma nova estatal, levando o Planalto a buscar uma governança mais centralizada para minerais críticos.

Centralização Governamental e Próximos Passos

Embora o Ministério de Minas e Energia tenha tentado liderar o desenho, a articulação foi reordenada para o Planalto, refletindo a vontade de Lula em tratar o tema como estratégico. O Executivo também centralizou a discussão, como evidenciado pelo memorando assinado com a Espanha sobre minerais críticos.

O governo aguarda respostas sobre um acordo que visa ampliar o acesso de empresas americanas às reservas nacionais, mantendo o tema no centro das discussões políticas e econômicas para o futuro.

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