PT Aponta Crise na Vida de Mulheres e Propõe Fim da Escala 6×1

Presidente do PT Aponta Crise na Vida das Mulheres e Propõe Fim da Escala 6×1
Em Manaus, nesta terça-feira (26 de maio de 2026), o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) defendeu com veemência o fim da escala de trabalho de 6 por 1. A iniciativa surge em um contexto de crescente preocupação com a sobrecarga de trabalho enfrentada por mulheres, que, segundo o petista, vivem uma situação particularmente difícil devido à dupla jornada entre emprego e responsabilidades domésticas.
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Durante a entrega de apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, o presidente do PT enfatizou a necessidade de uma mudança urgente. Ele propôs a adoção da escala de 5 por 2, na qual as mulheres teriam direito a trabalhar cinco dias por semana e descansar os demais dois. “A vida da mulher é mais grave ainda: trabalha e, quando chega em casa, tem que lavar a louça, lavar o banheiro, lavar roupa, cuidar das coisas”, declarou o petista, ressaltando a desigualdade inerente à dupla jornada.
A proposta de fim da escala 6×1 é uma das prioridades do governo, buscando atender a demandas por melhorias nas condições de trabalho. O governo Lula e o Congresso Nacional estão em negociações para avançar com a medida, visando a reeleição do presidente.
As discussões incluem o estabelecimento de um prazo de transição e a garantia de que a redução da jornada não esteja associada à diminuição dos salários.
Nos últimos dias, o presidente do PT se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, representando o partido Republicanos-PB, para discutir o cronograma da transição da proposta. Paralelamente, o petista conversou com o relator da proposta, também do partido Republicanos-BA, que apresentou o projeto na comissão especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho.
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O texto em análise prevê a redução da jornada semanal de 44 horas para 40, sem impacto salarial.
A expectativa é que a proposta seja votada pela comissão especial na próxima semana (5ª feira, 28 de maio de 2026) e, após a aprovação, encaminhada para análise no plenário da Câmara. Se aprovada pela maioria dos deputados, a proposta seguirá para o Senado, onde também deverá ser votada antes de ser promulgada pelo Congresso Nacional, sem a necessidade de assinatura presidencial.
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