Propina de R$ 146,5 milhões: PF investiga imóveis de luxo de Paulo Henrique Costa

Investigação Revela Detalhes do Esquema de Propina Envolvendo Ex-Presidente do BRB
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, levou sua esposa para visitar apartamentos de alto padrão. Estes imóveis teriam sido oferecidos pelo empresário Daniel Vorcaro como parte do pagamento de propina.
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As apurações sugerem que os bens fazem parte de um conjunto de seis unidades de luxo. Tais propriedades estão ligadas ao que a PF classifica como “vantagem indevida” recebida por Costa em função de sua gestão no banco.
Imóveis de Luxo e o Valor Estimado da Propina
Os empreendimentos identificados nas investigações incluem nomes como Heritage, Arbórea, One Sixty, Casa Lafer, Ennius Muniz e Valle dos Ipês. Segundo o inquérito, o valor total estimado desses imóveis como propina atinge R$ 146,5 milhões.
Deste montante total, os investigadores conseguiram rastrear ou receber aproximadamente R$ 74 milhões. A Polícia Federal detalha que as visitas aos imóveis ocorreram com a presença da esposa de Costa, o que reforçaria o caráter pessoal na escolha dessas unidades.
Detalhes da Operação e Suspeitas de Governança
Paulo Henrique Costa, que comandou o BRB entre 2019 e 2025, é investigado por suspeita de descumprir práticas de governança e permitir irregularidades. A operação Compliance Zero está avançando em fases distintas.
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A PF relatou que os bens foram selecionados com base em critérios familiares e de preferência do então presidente do BRB. Além disso, apurações indicam que os pagamentos não foram totalmente concluídos.
Interrupção do Repasse e Ocultação de Valores
A Polícia Federal sustenta que Daniel Vorcaro teria interrompido o repasse após tomar conhecimento, em abril de 2025, de um procedimento investigatório sigiloso do Ministério Público Federal. Este apurava o pagamento de propina.
A investigação aponta que os imóveis eram usados como método para viabilizar o pagamento de vantagens indevidas, substituindo transferências financeiras diretas. Isso, segundo os investigadores, dificultaria o rastreamento dos valores.
Contexto da Operação e Envolvimento de Paulo Henrique Costa
A 4ª fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada no Distrito Federal e em São Paulo, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. A PF cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.
Costa, que permaneceu no BRB até novembro de 2025, foi indicado pelo então governador do Distrito Federal (MDB-DF). Durante sua gestão, ele liderou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.
Alegações de Irregularidades na Gestão
As apurações sugerem que Costa teria autorizado negócios entre as duas instituições sem lastro adequado e também é suspeito de não seguir as práticas de governança no banco. Ele possui mais de vinte anos de experiência no mercado financeiro.
O ministro André Mendonça justificou a prisão preventiva ao apontar uma “atuação bifronte” de Costa. Ele teria colocado a presidência do BRB a serviço da manutenção da liquidez do Banco Master, ao mesmo tempo em que seria beneficiário de vantagens indevidas.
Conclusão das Investigações
Os elementos colhidos apontam para uma possível adesão consciente a um arranjo criminoso. A documentação policial descreve que os bens eram tratados como um “cronograma pessoal” de Paulo Henrique Costa, reforçando a consciência sobre o caráter dissimulado da operação.
A investigação também detalha que Costa teria solicitado deixar em branco o campo de adquirente de imóvel, justificando que estaria formando uma holding familiar, o que converge com a estratégia de ocultação patrimonial.
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