Procuradoria de Milão investiga esquema de exploração em festas com jogadores de futebol

Procuradoria de Milão Investiga Esquema de Exploração em Festas com Jogadores de Futebol
A Procuradoria de Milão está investigando um esquema complexo de exploração e favorecimento ligado à prostituição, operado pela agência de eventos Ma. De. Milano. Segundo informações divulgadas na última quarta-feira, 21 de abril de 2026, pelo jornal italiano, pelo menos 70 atletas do futebol estiveram presentes em festas organizadas pela empresa.
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A investigação resultou na prisão domiciliar de quatro indivíduos. Foram identificadas transações bancárias que ultrapassaram 194 mil euros nas contas da agência, sediada em Cinisello Balsamo. A empresa era responsável por eventos noturnos em Milão, reunindo jogadores, empresários e outras figuras proeminentes.
Funcionamento do Esquema de Eventos Luxuosos
O esquema oferecia um pacote de serviços completo aos convidados. Os eventos começavam com jantares-espetáculo em restaurantes de alto padrão, com a possibilidade de continuidade da noite em boates ou quartos de hotel.
Mais de cem mulheres, incluindo jovens, eram levadas para festas em estabelecimentos da região conhecida como “Milano bene”. As mulheres eram incentivadas a prestarem serviços sexuais pagos aos convidados. O grupo era composto por italianas e estrangeiras, algumas disponíveis como acompanhantes.
Diversidade dos Serviços Prestados
Em outras ocasiões, as mulheres eram empregadas em funções como garotas de imagem, recepcionistas ou acompanhantes de mesa. A procuradora adjunta Bruna Albertini está coordenando todo o inquérito.
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Os responsáveis pela agência, Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, foram colocados em prisão domiciliar, assim como dois colaboradores, Alessio Salamone e Luan Fraga. A investigação foi iniciada após o monitoramento das atividades e a identificação de movimentações financeiras suspeitas.
A Rede de Contatos e os Valores Envolvidos
Os jogadores envolvidos atuam em clubes da Série A, incluindo Inter de Milão, Milan, Juventus, Verona, Torino, Monza e Sassuolo. A clientela não se limitava a atletas, abrangendo também empresários e outras personalidades esportivas.
Os nomes dos jogadores e empresários foram mantidos em sigilo na ordem judicial, pois, como clientes, eles não são investigados por terem cometido crimes. O valor total movimentado pela operação pode atingir 1,2 milhão de euros.
Detalhes das Interceptações e Finanças
As interceptações revelaram detalhes como a menção a um piloto de Fórmula 1, para quem um organizador ofereceu uma acompanhante. Os locais citados incluem o Just Cavalli, boate famosa, e o hotel Me, na Piazza della Repubblica.
Documentos mostram que Buttini e Ronchi retinham pelo menos 50% dos valores pagos, enquanto o restante era destinado às mulheres. As acompanhantes não recebiam pagamentos diretamente dos clientes, sendo pagadas em espécie na sede da agência em Cinisello Balsamo.
O Uso de Substâncias e o Sigilo Judicial
Além dos serviços de acompanhantes, as festas também forneciam o chamado “gás hilariante”, ou “droga do riso”, conhecido como “palloncino”. Uma conversa interceptada confirmou a solicitação dessas substâncias em um quarto de hotel.
Apesar dos detalhes sobre os serviços e os valores, não foi determinado quantos dos 70 jogadores utilizaram os serviços de acompanhantes ou de óxido nitroso. Os nomes de todos os envolvidos, sejam jogadores, empresários ou outras personalidades, permanecem sob sigilo judicial.
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