Procurador-Geral ordena revisão em morte de ambulante Ngange Mbaye em SP

Investigações sobre morte de ambulante em SP são retomadas! Procurador-Geral Costa ordena nova análise do caso Ngange Mbaye, ocorrido em 2025.

21/05/2026 23:30

2 min

Procurador-Geral ordena revisão em morte de ambulante Ngange Mbaye em SP
(Imagem de reprodução da internet).

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio da Costa, ordenou nesta segunda-feira (18) a retomada das investigações sobre a morte de Ngange Mbaye, um ambulante senegalês de 34 anos, vítima de um confronto com policiais militares em abril de 2025, no bairro do Brás, região central da capital.

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A decisão visa a uma análise aprofundada do caso, com o objetivo de apresentar uma denúncia formal contra o militar responsável pela ocorrência.

Novo Promotor Designado

A medida, tomada pelo procurador-geral, determina que um novo promotor de Justiça conduza a investigação. Essa mudança visa garantir uma avaliação independente do caso, buscando elementos que possam levar à responsabilização do agente envolvido.

Anteriormente, em fevereiro deste ano, o Ministério Público já havia solicitado o arquivamento do caso, sob a alegação de legítima defesa por parte do policial militar.

Contradições nos Relatos

O promotor Lucas de Mello Schaefer, na época, argumentou que o policial agiu em legítima defesa durante uma operação de apreensão de mercadorias irregulares. No entanto, relatos da Polícia Militar indicam que Mbaye teria tentado atacar os agentes com uma barra de ferro durante a ação.

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Testemunhas, por outro lado, descrevem o incidente como uma tentativa de proteção das mercadorias durante a abordagem policial. Mbaye foi socorrido e levado ao Hospital da Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu aos ferimentos.

Denúncia e Repercussão Internacional

A morte de Ngange Mbaye gerou forte reação. Três dias após o ocorrido, entidades do movimento negro denunciaram o governo de São Paulo à Organização dos Estados Americanos (OEA). A denúncia, apresentada por diversas organizações, responsabilizava o governador Tarcísio de Freitas e o secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite pela ocorrência.

O Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante expressou solidariedade à família de Mbaye e à comunidade senegalesa, destacando os desafios enfrentados por migrantes em relação ao racismo e à xenofobia.

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