Prefeito e Empresários Acusados de Corrupção em Operação Bilionária em Piçarras

Prefeito e empresários presos em operação anticorrupção! 💰 Investigação aponta para fraude em licitações e superfaturamento de obras em Balneário Piçarras e

30/05/2026 13:20

2 min

Prefeito e Empresários Acusados de Corrupção em Operação Bilionária em Piçarras
(Imagem de reprodução da internet).

Prefeito e Empresários Detidos em Operação Contra Corrupção e Fraude em Balneário Piçarras

Um prefeito e cinco outras pessoas foram presos preventivamente na terça-feira (19) em uma operação da Promotoria de Santa Catarina que investiga uma organização criminosa envolvida em corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. A operação, chamada “Operação Regalo”, está sendo conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e com apoio do Grupo Especial Anticorrupção (Geac).

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Investigação em Balneário Piçarras e São João Batista

A investigação, que começou em 2024, concentra-se nas cidades de Balneário Piçarras e São João Batista, em Santa Catarina, além de Colíder, no Mato Grosso. O objetivo é apurar indícios de irregularidades em contratos de obras e urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras, bem como em contratos dos dois municípios. A investigação aponta para um possível conluio entre um grupo político e empresarial.

Suspeitas de Propina e Superfaturamento

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, os investigados teriam atuado de forma estruturada, com divisão de tarefas entre núcleos empresariais e políticos-administrativos, mediante o pagamento de propina. Estima-se que os valores das vantagens indevidas pudessem chegar a quase R$ 486 mil, provenientes do superfaturamento de obras públicas na região do litoral norte catarinense. A suspeita é de que propinas eram pagas em valores variados em relação a São João Batista.

Apreensão de Valores e Documentos

Durante a operação, foram apreendidos diversos itens, incluindo veículos, celulares, HDs, notebooks, mais de R$ 59 mil em dinheiro, além de uma arma de fogo, pendrives e documentos. O MP acredita que os valores pagos como propina possuem origem ilegítima e deverão ser restituídos aos cofres públicos. Os materiais apreendidos serão analisados pelo Gaeco e Geac para aprofundar as investigações.

Prisão e Próximos Passos

O prefeito, preso em Brasília, será transferido com apoio da Sejuri (Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social). A investigação tramita em sigilo, e a CNN Brasil busca a defesa do prefeito para obter sua versão dos fatos. A operação contou com apoio técnico da Polícia Científica de Santa Catarina e dos Gaecos do MPDFT e MPMT.

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