Prefeito de Sorocaba, Ricardo Manga, no centro de novo julgamento no STF

STF analisa futuro de prefeito Ricardo Manga em operação complexa! Investigações sobre desvio de verbas e atuação do Iase chocam Sorocaba.

01/05/2026 10:51

2 min

Prefeito de Sorocaba, Ricardo Manga, no centro de novo julgamento no STF
(Imagem de reprodução da internet).

O Supremo Tribunal Federal iniciará, nesta sexta-feira (1º de maio de 2026), uma análise crucial sobre a situação do prefeito de Sorocaba (SP), Ricardo Manga (Republicanos), e se ele poderá continuar exercendo o cargo. A discussão se insere no contexto da Operação Copia e Cola, conduzida pela Polícia Federal, que investiga irregularidades em contratos de saúde na cidade.

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O afastamento de Manga, ocorrido em 6 de novembro de 2025, foi parte da segunda fase da operação.

Afastamento e Retorno Temporário

Após 145 dias afastado, o prefeito Manga retornou ao cargo em 31 de março, decisão tomada pelo ministro Nunes Marques. O afastamento inicial, determinado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), tinha duração de 180 dias e estava previsto para terminar na segunda-feira (4 de maio de 2026).

A possibilidade de o prazo expirar antes da conclusão do julgamento no STF levanta a preocupação de que o caso possa perder sua relevância para a corte.

Decisão do Ministro Nunes Marques

O ministro Nunes Marques, relator do caso no STF, considerou que o afastamento imposto a Manga representava uma “intervenção excessiva na esfera política e administrativa” do município de Sorocaba. Em sua declaração, o prefeito afirmou que o STF demonstra seu compromisso com os direitos políticos e com o povo.

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A decisão provisória está atualmente em vigor e aguarda a confirmação dos demais ministros da 2ª Turma.

Investigações e Denúncia do MPF

As investigações, que envolvem o prefeito Manga, sua esposa, Sirlange, e outras 11 pessoas, foram iniciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) em fevereiro de 2026. A acusação aponta para um esquema de desvio de recursos públicos na área da saúde, envolvendo contratos com a organização social Iase (Instituto de Atenção à Saúde e Educação).

O MPF acusa Manga de crimes como corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, descrevendo-o como uma “peça-chave” de uma organização criminosa que desviava verbas municipais por meio de contratos direcionados ao Iase.

Rejeição do Habeas Corpus

O pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Manga foi rejeitado tanto pelo TRF-3 quanto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O TRF-3, em sua decisão, determinou o afastamento do prefeito como medida para preservar as investigações, uma decisão que foi mantida pelo STJ.

O ministro Nunes Marques, ao conceder uma liminar que permitiu o retorno de Manga ao cargo e o acesso a prédios públicos, enfatizou a importância de proteger a esfera política e administrativa do município.

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