PF aponta governador de Roraima em esquema de fraude em licitações; veja detalhes!

Investigação da PF aponta governador de Roraima em esquema de fraude em licitações
Documentos de um inquérito da Polícia Federal, divulgados nesta terça-feira, 13 de abril de 2026, apontam o atual governador de Roraima, filiado ao União Brasil-RR, como suspeito de liderar uma organização criminosa. O esquema teria envolvido fraudes em licitações públicas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Os supostos crimes ocorreriam no período em que o político acumulava as funções de vice-governador e secretário titular da Secretaria de Estado da Infraestrutura. O rastreamento do esquema começou após a apreensão de celulares em janeiro de 2026.
A apuração e as primeiras prisões
Nessa ocasião, a PF prendeu em Boa Vista (RR) o empresário Clóvis Braz Pedra, a assistente administrativa Ana Clara Araújo e Marcos Holanda Farias, capitão da PM, por envolvimento em lavagem de dinheiro.
Direcionamento de contratos e irregularidades
As mensagens apreendidas revelaram um padrão de direcionamento de contratos na Seinf, visando beneficiar empresas específicas, como a C B Pedra Serviços e Construções. Segundo a Polícia Federal, a suspeita é que o governador priorizava licitações presenciais em vez do pregão eletrônico.
Isso teria o intuito de restringir a concorrência, chegando até a antecipar resultados de editais para aliados antes da publicação oficial.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Detalhes do envolvimento e implicações legais
O governador assumiu o governo em 27 de março, após a renúncia de um político do Republicanos-RR, que optou por concorrer ao Senado. Em outra frente, dois políticos serão julgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta quarta-feira, 14 de abril, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
O “braço financeiro” do esquema
O relatório da PF também descreve um “braço financeiro” ligado ao esquema, supostamente liderado pelo ex-chefe da Casa Civil, Disney Barreto Mesquita. Ele é suspeito de operar a lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis e hotéis.
A investigação aponta uma relação “pessoal e íntima” entre Edilson Damião e o empresário Clóvis Braz, cuja empresa recebeu R$ 162,9 milhões em contratos com a Seinf entre 2021 e 2025.
Situação jurídica e posicionamentos oficiais
Devido ao foro por prerrogativa de função, o caso está sob a supervisão do Tribunal de Justiça de Roraima e foi encaminhado ao Ministério Público Estadual para análise de uma possível denúncia. O Governo de Roraima declarou não ter conhecimento oficial sobre a investigação.
A defesa de Clóvis Braz contestou as suspeitas, alegando falta de suporte probatório. Por sua vez, Disney Mesquita negou qualquer envolvimento em práticas ilícitas ou contratos com a administração pública.
Contexto de processos eleitorais em Roraima
Antes de chegar ao TSE, Denarium acumulou decisões desfavoráveis no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima. As ações investigaram abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Ao longo de 2023 e 2024, a Corte regional entendeu que houve uso da máquina pública e de programas sociais com potencial para influenciar o resultado do pleito. Os casos tratam de fatos distintos, mas convergem na análise do uso da estrutura estatal em benefício eleitoral.
A primeira cassação, em agosto de 2023, ocorreu por 4 votos a 3, referente à ampliação do programa Cesta da Família. Embora multas e novas eleições tenham sido determinadas, os efeitos foram suspensos com recurso ao TSE. Em julgamentos subsequentes, Denarium foi condenado por comprometer o equilíbrio da disputa.
Perspectivas Futuras
Apesar de ser alvo de processos e condenações, Denarium mantém planos de disputar o Senado em 2026. As autoridades policiais e o Ministério Público seguem acompanhando os desdobramentos do caso.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


