Petroperu: Governo Autoriza Empréstimo de US$ 2 Bilhões para Evitar Crise no Peru

O governo peruano deu luz verde à Petroperu, empresa estatal de petróleo, para buscar um empréstimo de US$ 2 bilhões. Essa decisão, formalizada em um decreto de emergência publicado na segunda-feira (11), é garantida pelo próprio Estado, visando manter as operações da empresa em funcionamento.
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A Petroperu, que enfrenta uma dívida considerável e um processo de reestruturação complexo, alertou sobre a necessidade urgente desses recursos para evitar interrupções na produção de combustíveis, agravadas por dificuldades financeiras e pelo aumento dos preços do petróleo, impulsionado pela situação no Irã.
Medidas Governamentais para Garantir o Abastecimento Nacional
O decreto estabelece que o Ministério de Energia e Minas assumirá passivos contingentes, ou seja, dívas decorrentes de transações, tanto com entidades nacionais quanto internacionais, relacionadas à operação da Petroperu. Esses custos financeiros serão cobertos pelo orçamento do ministério.
Além disso, o governo autorizou o mesmo ministério a assumir até US$ 500 milhões em passivos de curto prazo da empresa petrolífera, buscando fortalecer ainda mais a segurança do abastecimento nacional de hidrocarbonetos.
Financiamento Internacional e Garantias do Estado
O primeiro-ministro Luis Arroyo esclareceu que os recursos para o empréstimo serão obtidos através de bancos internacionais e canalizados para um fundo fiduciário, administrado pela Proinversión e garantido pelo Estado. Arroyo enfatizou que essa medida não impactará a dívida pública do Peru, e que os fundos não virão dos impostos dos cidadãos.
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Ele ressaltou que o financiamento será destinado exclusivamente à compra de petróleo bruto e ao abastecimento de combustível.
Dívida e Desafios da Petroperu
A Petroperu enfrentou dificuldades financeiras significativas, culminando na perda de sua classificação de grau de investimento em 2022. Essa crise foi impulsionada por dívidas contraídas com detentores de títulos e bancos privados, decorrentes da modernização da refinaria de Talara, um projeto que ultrapassou o orçamento inicial em mais de US$ 6 bilhões.
A empresa recebeu apoio financeiro governamental de cerca de US$ 5,3 bilhões nos últimos três anos para manter suas operações, mas ainda possui uma dívida de aproximadamente US$ 7,9 bilhões, com grande parte dela de curto prazo e com prejuízos de US$ 774 milhões no ano anterior.
A empresa também teve uma mudança de presidente no início deste mês, marcando o quarto líder desde o final de dezembro de 2025.
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