Pesquisadora de Harvard se torna “terapeuta” da IA e alerta sobre riscos na saúde mental

Harvard reconhece a crise: pesquisadora ajuda a combater impactos da IA na saúde mental. Descubra a nova demanda por terapia com inteligência artificial.

04/05/2026 12:29

3 min

Pesquisadora de Harvard se torna “terapeuta” da IA e alerta sobre riscos na saúde mental
(Imagem de reprodução da internet).

A Ascensão de uma Pesquisadora e a Nova Demanda por Terapia com IA

Amelia Miller trilhou um caminho de sucesso como pesquisadora, alcançando um reconhecimento notável aos 29 anos. Atualmente, ocupa uma posição de destaque na Universidade de Harvard, uma instituição renomada globalmente. Apesar de sua trajetória profissional de sucesso, Miller decidiu expandir sua atuação, assumindo um papel incomum: atuar como um tipo de “terapeuta” para indivíduos que interagem frequentemente com chatbots de inteligência artificial.

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Segundo ela, sua função principal é oferecer suporte a essas pessoas, auxiliando-as a garantir que a IA não substitua interações humanas significativas. Seus clientes predominantes são profissionais do setor de tecnologia, e a procura por seus serviços tem crescido exponencialmente. “No momento, estou gerenciando o número de atendimentos que consigo realizar, buscando equilibrar minha agenda”, declarou Miller em entrevista à CNBC Make It.

Dados Reveladores sobre o Uso de IA e Saúde Mental

A crescente demanda por Miller reflete-se em dados recentes que apontam para um aumento no uso de inteligência artificial generativa. Um estudo publicado na revista JAMA Network revelou que cerca de 10% dos adultos nos Estados Unidos utilizam IA generativa diariamente.

Adicionalmente, o estudo identificou uma correlação entre o uso intensivo de IA e um aumento moderado nos sintomas depressivos, com uma probabilidade 30% maior de depressão, especialmente entre os jovens.

Pesquisadores da Harvard Medical School e da Escola de Saúde Pública da Universidade Brown também conduziram um estudo que revelou que aproximadamente dois terços dos usuários recorriam a aconselhamento mensal ou com mais frequência. A pesquisa, que entrevistou 1.058 jovens entre 12 e 21 anos, destacou a crescente tendência de buscar apoio para lidar com as interações com chatbots.

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O Papel de Miller: Conscientização e Relacionamentos Humanos

Miller enfatiza que seu objetivo não é substituir um profissional de saúde mental. Em vez disso, ela busca ajudar as pessoas a desenvolverem uma maior consciência sobre como as conversas com chatbots podem influenciar suas expectativas em relação aos relacionamentos humanos e seus desejos de participação neles.

Ela acredita que é crucial promover uma abordagem equilibrada e crítica em relação ao uso da IA.

Oportunidades de Formação em Inteligência Artificial

Em um mercado cada vez mais orientado por tecnologias de IA, a certificação em inteligência artificial se tornou um diferencial importante no currículo profissional. A revista EXAME abriu inscrições para um treinamento virtual sobre IA, composto por quatro aulas, com um custo de R$ 37.

Essa iniciativa visa oferecer aos interessados a oportunidade de adquirir as habilidades necessárias para se destacar no mercado de trabalho.

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