PEC da Jornada de 6 Horas Ganha Turbos com Contrapartidas Fiscais

Emenda à PEC da Jornada de Trabalho Busca Flexibilizações e Contrapartidas Fiscais
Uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa flexibilizar o fim da escala de 6×1 tem ganhado destaque no Congresso Nacional. Apresentada por partidos do Centrão, a proposta busca mitigar os impactos financeiros sobre o setor produtivo, incluindo uma série de contrapartidas fiscais e flexibilizações trabalhistas.
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A iniciativa, liderada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), já conta com o apoio de 176 parlamentares, um número suficiente para avançar na tramitação. A expectativa é que o documento seja analisado na Câmara dos Deputados ainda nesta semana.
Principais Pontos da Emenda
A emenda propõe uma série de mudanças significativas. Uma delas é a redução da contribuição patronal ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para 4%, em vez dos atuais 8%. Além disso, busca-se a isenção temporária da contribuição patronal à Previdência Social para novos contratados, após a redução da jornada.
Outro ponto importante é a possibilidade de dedução tributária para despesas com novos postos de trabalho, impactando o IRPJ e a CSLL.
Empresas do Simples Nacional e do Lucro Presumido que criarem novos empregos também poderão receber crédito tributário para compensar custos. A emenda foi apresentada com o objetivo de facilitar a retomada do crescimento econômico, oferecendo incentivos para a geração de empregos.
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A tramitação da emenda na Câmara depende da análise do relator da proposta, que terá dois dias para concluir o relatório antes de apresentá-lo à comissão especial.
Condições e Transições
É importante ressaltar que a redução da jornada de trabalho só entrará em vigor 10 anos após a promulgação da PEC. Essa mudança está condicionada ao alcance de metas nacionais de produtividade, a serem aferidas por um órgão oficial de estatística.
A emenda também abre brecha para o uso de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em programas governamentais de apoio às empresas, visando a reorganização de turnos de trabalho.
Atualmente, os recursos do fundo são destinados ao seguro-desemprego e ao abono salarial, medidas que serão mantidas. A redução para 40 horas semanais também dependerá da aprovação de Projetos de Lei Complementar (PLPs) com regras de transição para setores específicos, como saúde e segurança.
A emenda também permite jornadas acima de 40 horas, com a possibilidade de acordos e convenções coletivas prevalecerem sobre a legislação em temas como banco de horas e escalas de revezamento.
Adicionalmente, a emenda garante que os serviços essenciais, como saúde, segurança e mobilidade, manterão suas jornadas máximas atuais, mesmo com a flexibilização da jornada de trabalho para a maioria das empresas. A definição dos setores que se enquadram nessa categoria será feita por meio de PLPs.
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