PEC 6×1: Prates Enfrenta Resistência e Negociações Cruciais em Manaus

PEC 6×1: Crise nas Negociações! Prates busca aprovação em Manaus com Prates e Marinho em disputa tensa. Oposição resiste e empresários pedem “compensação”.

29/05/2026 14:10

2 min

PEC 6×1: Prates Enfrenta Resistência e Negociações Cruciais em Manaus
(Imagem de reprodução da internet).

PEC do Fim da Jornada 6×1: Negociações Atrasadas e Desafios na Aprovação

A comissão especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho de 6×1 está em ritmo acelerado para finalizar os ajustes necessários antes da apresentação do relatório pelo deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA).

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O seminário final, agendado para esta sexta-feira (22) em Manaus (AM), busca consolidar os últimos pontos de discussão, enquanto Prates se prepara para enfrentar a complexa disputa entre governo e oposição.

O principal ponto de divergência reside no tempo de transição para a nova jornada de trabalho. O governo, liderado por Luiz Marinho (Trabalho), defende um período de adaptação de 2 a 3 anos, buscando flexibilidade nas negociações. Já a oposição, representada por figuras como Pedro Uczai (PT-SC), insiste em um prazo máximo de 10 anos, defendendo que a transição deve beneficiar diretamente os trabalhadores.

Pilares da Proposta e Disputas Setoriais

Prates tem se concentrado em três pilares para a proposta: a redução da jornada para 40 horas semanais, o fim da escala 6×1 e a manutenção dos salários. No entanto, a definição do período de implementação é o principal obstáculo. Empresários argumentam que a redução da jornada aumentará os custos de produção, especialmente para pequenas e médias empresas, e defendem a necessidade de uma “compensação”, como a redução de 50% na contribuição ao FGTS.

O governo, por sua vez, utiliza dados do Ipea para demonstrar que os impactos da redução da jornada seriam semelhantes aos observados em reajustes históricos do salário-mínimo, indicando uma capacidade de absorção do mercado de trabalho. A comissão especial analisa também duas propostas que tramitam em conjunto, uma de 2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e outra apresentada no ano passado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

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Pressão e Negociações em Brasília

Para garantir a aprovação da PEC, o governo tem mobilizado sindicatos para manifestações em Brasília, buscando pressionar os parlamentares. O objetivo é que um texto final seja aprovado que seja benéfico aos trabalhadores. A comissão especial está analisando o mérito da proposta, como a possibilidade de um período de transição.

Parte dos deputados também defende incentivos ao setor produtivo para compensar possíveis impactos econômicos da medida.

O debate sobre a PEC do fim da jornada 6×1 demonstra a complexidade de equilibrar os interesses de trabalhadores, empresários e governo, com o objetivo de modernizar as leis trabalhistas e promover um mercado de trabalho mais justo e produtivo.

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