Paulo Boulos defende fim da escala 6×1 e ataca setor empresarial em entrevista
Paulo Boulos defende fim da escala 6×1 com Lula. Ministro critica setor empresarial e avança em Congresso para 40 horas semanais.
O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Paulo Boulos, defendeu o fim da escala de trabalho 6×1 em entrevista ao programa “Em Foco”, da Empresa Brasileira de Comunicação, na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026. Boulos comentou a resistência do setor empresarial à proposta, afirmando que essa oposição é historicamente acompanhada pela ampliação dos direitos trabalhistas no Brasil.
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Debate Inegociável para o Governo
O ministro enfatizou que o tema é “inegociável” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Boulos ironizou a postura de parte do setor empresarial, observando que o empresário tende a buscar o máximo de lucro, mesmo que isso signifique uma carga excessiva de trabalho para o trabalhador.
Avanço no Congresso
Segundo Boulos, o debate sobre a redução da jornada de trabalho tem avançado no Congresso Nacional e pode ser votado ainda neste primeiro semestre de 2026. O ministro atua como intermediário entre movimentos sociais e o governo do presidente (PT).
Referência Histórica
Boulos citou a resistência de “latifundiários” do século XIX à Lei Áurea como exemplo de oposição a avanços sociais. Ele também mencionou que a criação do salário mínimo e da CLT na Era Vargas (1930-1945) também enfrentou críticas de empresários que temiam uma fuga de investimentos.
Avanço Gradual
O ministro afirmou que o objetivo é permitir a redução da jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais, sem redução de salário. Boulos ressaltou que a escala 4×3 dificilmente seria colocada em pauta, devido ao poder de lobby do setor empresarial.
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Responsabilidade do Setor Privado
Boulos refutou o argumento de que a redução da jornada reduziria a produtividade do trabalho no Brasil. Ele atribuiu a baixa produtividade ao setor privado, que, segundo ele, não investe em inovação e tecnologia. O ministro também criticou a postura de alguns empresários que, segundo ele, vivem em um padrão de consumo elevado, sem ter vivenciado as dificuldades do trabalho.
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