Pastora Detona Congresso Missionário: Abuso, Responsabilidade e Críticas Furiosas

Pastora Denuncia Abusos e Responsabilidade Institucional em Congresso Missionário
Um vídeo da pastora Helena Raquel gerou grande repercussão nas redes sociais após sua fala durante o 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, realizado em Camboriú (SC), no sábado, 2 de maio de 2026. A apresentação abordou a questão da violência contra a mulher e da pedofilia, sob a perspectiva da responsabilidade das instituições envolvidas.
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Foco na Responsabilidade Individual e Institucional
Líder da ADVIP (Assembleia de Deus Vida na Palavra), em Queimados (RJ), a pastora Raquel enfatizou que a fé não pode ser utilizada como um escudo para proteger criminosos. Em um momento marcante, ela aconselhou: “Pare de orar por ele hoje e comece a orar por você a partir de agora”.
Raquel orientou vítimas de violência doméstica e pedofilia a buscarem auxílio em delegacias ou com pessoas de confiança, ressaltando a urgência de romper com o ciclo de violência.
A pastora alertou sobre a importância de não aceitar desculpas de agressores, afirmando que “quem agride mata; saia daí”. Ela também rejeitou a ideia de que priorizar a segurança pessoal seja um ato de egoísmo, defendendo que se trata de “autorresponsabilidade” e “valorização da própria vida”, que é um presente de Deus.
Críticas à Conivência e à Interpretação Bíblica
Durante a pregação, Helena Raquel criticou a prática de transferir agressores entre diferentes comunidades para encobrir delitos, mencionando o caso de um “pedófilo de paróquia”. A pastora defendeu que fiéis abandonem igrejas que toleram abusos, argumentando que deixar uma estrutura permissiva não significa abandonar a fé. “Tenha coragem de romper com uma estrutura permissiva e abusiva.
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Não se abandone, não abandone a Cristo, continue acreditando na bênção de ser igreja”, declarou.
Estatísticas e Conclusão da Pastora
A pastora apresentou dados que indicam que 42% das mulheres já sofreram alguma forma de violência, e que a mensagem cristã não pode tolerar a omissão. Ela criticou o silêncio institucional, atribuindo-o a interpretações distorcidas da Bíblia. “Se a igreja evangélica cresce, a pedofilia tem que diminuir, o crime contra a mulher tem que diminuir, a violência contra a mulher tem que diminuir”, concluiu.
A pastora classificou sua fala como uma “denúncia profética” sobre o tema.
A publicação do vídeo em seu perfil do Instagram recebeu 934 mil interações até o final da manhã desta 4ª feira, 6 de maio de 2026.
Autor(a):
redacao
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