Paquistão Declara Guerra ao Afeganistão: Crise na Fronteira Escalada!

Paquistão declara guerra ao Afeganistão! Bombardeios em Cabul e Torkham. Crise na fronteira escalada após confrontos e tensões. Quem declarou guerra e quais as acusações? Saiba mais

27/02/2026 11:14

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(Imagem de reprodução da internet).

Crise na Fronteira: Paquistão Declara Guerra ao Afeganistão

O Paquistão intensificou o conflito com o Afeganistão, bombardeando cidades do país vizinho, incluindo a capital Cabul, e declarando “guerra aberta“. A escalada da crise ocorre após dias de confrontos e tensões crescentes entre os dois países.

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O ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, afirmou que o Paquistão entrou em guerra após a paciência do governo ter se esgotado. O governo afegão, por sua vez, expressou o desejo de resolver o problema por meio do diálogo.

Disputa de Números e Falta de Evidências

A situação na fronteira entre os dois países é marcada por versões conflitantes sobre o número de vítimas e danos. O governo afegão alega que dezenas de soldados paquistaneses morreram, além de feridos e prisioneiros, e que mais de 15 postos avançados foram destruídos.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, desmentiu essas informações, afirmando que nenhum posto avançado foi tomado ou danificado, e que o Paquistão infligiu “graves perdas” aos afegãos.

Combates na Fronteira e Impacto na População

Os combates se concentraram na região da passagem fronteiriça de Torkham, onde jornalistas da AFP relataram disparos de artilharia e o bombardeio do campo de Omari, que abriga repatriados afegãos. Testemunhas descreveram cenas de pânico, com crianças, mulheres e idosos correndo para se proteger dos tiros.

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Relatos indicam que algumas crianças e mulheres desapareceram em meio ao caos, enquanto outras deixaram seus documentos e recursos por medo.

Contexto e Tentativas de Mediação

A escalada do conflito entre Paquistão e Afeganistão ocorre em um contexto de tensões históricas e ataques esporádicos entre os dois países. Após vários ataques aéreos paquistaneses nas províncias de Nangarhar e Paktia, em resposta a atentados suicidas no Paquistão, o governo paquistanês intensificou a resposta militar.

A fronteira terrestre permanece fechada, exceto para afegãos que retornam ao seu país. O Catar e a Turquia atuaram como mediadores, organizando rodadas de conversações sem sucesso em alcançar um acordo duradouro. Irã e China se ofereceram para facilitar o diálogo e evitar mais derramamento de sangue.

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