Palmeiras, Abel Ferreira e a Crise de Treinadores que Assola o Brasileirão 2026

O Campeonato Brasileiro de 2026 apresenta um cenário incomum no mundo do futebol: é o 6º campeonato com maior número de mudanças de treinador nos últimos 12 meses. Com 20 equipes competindo, foram registradas 17 trocas, o que representa uma rotatividade alarmante de 85%, segundo dados do Observatório de Futebol do Cies (Centro Internacional de Estudos Esportivos).
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A média de permanência no cargo, que se eleva a 8 meses e 18 dias, coloca o Brasileirão na 47ª posição entre as ligas das 55 que foram analisadas no estudo, evidenciando uma instabilidade notável.
Abel Ferreira: Uma Exceção Notável
Em meio a essa alta rotatividade, um nome se destaca: Abel Ferreira, técnico de 47 anos. Em 19 de fevereiro de 2026, ele alcançou um marco histórico ao se tornar o 5º técnico mais longevo na história do futebol brasileiro, ultrapassando a marca de Telê Santana no São Paulo, que havia permanecido no cargo por 5 anos, 3 meses e 14 dias entre 1990 e 1996.
Essa longevidade demonstra um valor inestimável na gestão e estratégia do futebol.
Palmeiras e o Planejamento de Leila Pereira
A situação do Palmeiras é um exemplo interessante. Leila Pereira, diretora do clube, justificou a permanência de Abel Ferreira, afirmando que o clube acredita no planejamento e na capacidade do profissional. Ele ocupa o cargo desde 30 de outubro de 2000, um período considerável em comparação com a instabilidade observada em outras ligas.
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Resistência de Rogério Ceni no Bahia
Outro nome que se destaca na resistência à alta rotatividade é Rogério Ceni, atualmente um dos comandantes com maior tempo de casa na elite nacional. Ele foi anunciado pelo Bahia em 9 de setembro de 2023, demonstrando uma escolha estratégica por parte do clube.
Ceni representa um ponto de estabilidade em um cenário de mudanças constantes.
Novos Contratados e a Busca por Estabilidade
No outro extremo da tabela, novos treinadores como Fernando Diniz, contratado pelo Corinthians em 6 de abril de 2026, buscam estabelecer suas bases e construir um projeto de longo prazo. A contratação recente demonstra a busca por estabilidade e continuidade no comando das equipes.
Rotatividade Global e Comparativos Internacionais
O estudo do Cies revela que a rotatividade global de treinadores atingiu 65,2% das equipes analisadas no último ano. O Brasileirão empata com a liga venezuelana em percentual de trocas (85%), mas com um volume maior de mudanças absolutas devido ao número de clubes.
Diferentemente do cenário brasileiro, a Noruega apresenta a liga mais estável entre as analisadas, com apenas 18,8% de mudanças (3 trocas em 16 equipes). Por lá, a permanência média no cargo ultrapassa 2,5 anos (31,5 meses).
Outras ligas de elite que registram maior continuidade no trabalho dos treinadores são da Inglaterra (Premier League) e da Espanha (La Liga), ambas com 40% de rotatividade no período. Essas ligas demonstram um compromisso com a estabilidade e a construção de projetos de longo prazo, contrastando com a instabilidade observada no Brasileirão.
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