Operação Mute: Crackdown nas Comunicações Criminosas em Prisões Brasileiras

Operação Mute Intensifica o Combate à Comunicação no Sistema Prisional
A Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) lançou nesta segunda-feira (18) a 11ª fase da Operação Mute, uma ação coordenada para combater a comunicação facilitada pelo crime organizado através de telefones celulares dentro das unidades prisionais em todo o Brasil.
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A operação faz parte de um programa mais amplo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), visando fortalecer a segurança e interromper as redes de comunicação dos criminosos.
Objetivo Principal: Asfixiar as Redes Criminosas
O ministro Wellington César Lima e Silva, responsável pela pasta, destacou que o principal objetivo da Operação Mute é a remoção de aparelhos e outros objetos proibidos nas prisões, com o intuito de interromper a comunicação ilícita que, segundo ele, é comandada por líderes criminosos dentro das unidades prisionais. “Combater essa comunicação é fundamental para enfraquecer o crime organizado, uma prioridade da nossa gestão”, afirmou o ministro.
Para apoiar a operação, foram investidos R$ 59 milhões em equipamentos de alta tecnologia, incluindo bloqueadores de sinal, scanners corporais, aparelhos de raio-X e drones. Esses recursos também incluem sistemas eletrônicos de fiscalização e georradar, utilizados para identificar possíveis rotas de fuga ou estruturas ocultas nas unidades prisionais.
Operação com Três Anos de Resultados
A Operação Mute já está em curso desde 2023, e tem alcançado resultados significativos. Em pouco mais de três anos, foram retirados de diversas unidades prisionais em todo o país mais de 38 mil celulares. Cerca de 37 mil celas foram revistadas, com a participação de mais de 38 mil policiais penais estaduais.
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Paralelamente, o governo federal anunciou um programa de investimentos de R$ 11,1 bilhões para combater as facções criminosas e fortalecer a segurança pública. Uma das medidas previstas é a modernização do sistema prisional, incluindo a retirada de aparelhos utilizados ilegalmente pelos presos, como parte da Operação Mute.
Investimentos e Ampliação da Estratégia
Além da Operação Mute, o pacote de investimentos da União prevê o aumento da taxa de resolução de homicídios, com melhorias na investigação criminal e no esclarecimento de crimes. Também estão incluídos R$ 201 milhões para a criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas (Renarme), o fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (Sinarm) e a ampliação de operações integradas em regiões de fronteira.
A estratégia abrangente visa garantir a segurança nas prisões, além de abordar o combate ao tráfico de armas e drogas, e a modernização do sistema prisional, com foco na capacitação dos servidores e na retirada de equipamentos ilícitos.
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