ONU em Alerta Máximo: Proliferação Nuclear Ameaça a Segurança Global em 2026

Aceleração das Preocupações com a Proliferação Nuclear
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou nesta segunda-feira (27) que os fatores que impulsionam a disseminação de armas nucleares estão se intensificando. Essa preocupação surge em um cenário global marcado por tensões crescentes, que geram receios de uma nova corrida armamentista nuclear.
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Reunião do Tratado sobre Não Proliferação
Os países signatários do Tratado sobre Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) se reuniram para avaliar o acordo, estabelecido em 1970. Guterres enfatizou que o tratado tem se enfraquecido, com compromissos não cumpridos e uma perda de confiança.
Ele ressaltou a necessidade de revitalizar o acordo, buscando garantir a segurança global.
Objetivos do TNP
O TNP, ratificado pela maioria dos países, busca impedir a proliferação de armas nucleares, promover o desarmamento e fomentar a cooperação internacional. Apesar disso, o tratado ainda enfrenta desafios, como a ausência de adesão de Israel, Índia e Paquistão.
Alerta da ONU sobre a Aniquilação
Em 2022, Guterres já havia expressado sua preocupação com o risco de aniquilação nuclear, alertando que a humanidade estava “a um passo de um erro de cálculo”. A situação geopolítica mundial continua instável, e o resultado das reuniões na sede da ONU em Nova York permanece incerto.
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Preocupações sobre Programas Nucleares
O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, destacou a ameaça representada pelos programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte. O embaixador do Vietnã, Do Hung Viet, ressaltou que a conferência não pretende resolver as tensões estratégicas, mas sim reafirmar os compromissos e definir medidas concretas para fortalecer o TNP.
Ele enfatizou que o sucesso ou fracasso da conferência terá implicações significativas.
Dados sobre Armas Nucleares
Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), os nove países com armas nucleares possuíam 12.241 ogivas em janeiro de 2025, com a maioria concentrada nos Estados Unidos e Rússia. Além disso, observou-se um aumento nas capacidades nucleares de todos os países nucleares.
A alta representante da ONU para o desarmamento, Izumi Nakamitsu, alertou para essa tendência.
Críticas à Teerã e o Papel da IA
Os países do G7 expressaram preocupação com o reforço dos arsenais nucleares da China e da Rússia. A nomeação do Irã como vice-presidente da conferência foi considerada um “ultraje” pelos Estados Unidos e seus aliados, que defendem o controle humano sobre as armas nucleares.
A inteligência artificial (IA) também pode ser um tema central nas discussões até 22 de maio.
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