ONU Defende Autoridade do Conselho de Segurança em Questões de Paz

ONU defende autoridade do Conselho de Segurança em questões de paz. Secretário-geral António Guterres reafirma legitimidade do órgão em questões globais.

26/01/2026 16:34

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(Imagem de reprodução da internet).

ONU Defende Autoridade do Conselho de Segurança em Questões de Paz

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, declarou nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, que apenas o Conselho de Segurança da ONU possui a legitimidade para atuar em nome de todos os países membros em relação a questões de paz e segurança internacional.

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A afirmação respondeu à criação do Conselho da Paz, proposto pelo então presidente dos Estados Unidos.

Guterres enfatizou que o Conselho de Segurança é o único órgão com a capacidade de tomar decisões vinculativas para todos os países membros. “Sua responsabilidade é singular. Sua obrigação é universal,” disse o secretário-geral, ressaltando a necessidade de reformas no conselho para aumentar sua representação e eficácia.

A declaração ocorreu poucos dias após a criação do Conselho da Paz, em cerimônia realizada na quinta-feira, 22 de janeiro de 2026. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, argumentou que o novo conselho poderia se tornar “um dos órgãos mais importantes já criados” e criticou a ONU, alegando que a organização não conseguiu resolver conflitos globais.

A cerimônia de lançamento do Conselho da Paz contou com a presença de líderes mundiais, incluindo o presidente da Argentina, Javier Milei, e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Representantes de 17 nações assinaram o documento que formalizou a criação do conselho, incluindo Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Paquistão.

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O governo brasileiro, representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda não definiu uma posição oficial sobre o Conselho da Paz. Segundo informações do Poder360, o governo brasileiro está analisando questões sensíveis relacionadas à proposta, como o custo financeiro e o impacto na atuação do Conselho de Segurança da ONU. Há também considerações sobre a possibilidade de limitar o conselho à questão de Gaza e garantir o assento para a Palestina.

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