Olten Ayres no Centro da Lava Jato do São Paulo: Crise no Conselho!

Inquérito Civil Apura Suspeitas de Falsidade Ideológica no São Paulo Futebol Clube
A Polícia Civil de São Paulo iniciou uma investigação em maio de 2026 para apurar possíveis irregularidades envolvendo Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube. O inquérito, conduzido pelo delegado Tiago Fernando Correia do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), busca determinar se documentos institucionais foram alterados para facilitar processos políticos internos do clube.
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A investigação teve origem em uma representação da Comissão de Ética do São Paulo, que em 29 de abril apontou indícios de irregularidades criminais. O foco principal é um parecer de 17 de dezembro de 2025, assinado por José Eduardo Mesquita Pimenta e Ives Gandra Martins, que sugere que Olten Ayres entregou o documento já redigido aos signatários, apenas para coletar assinaturas, sem discussão formal.
O caso se agrava com o e-mail do jurista Ives Gandra Martins, que admite que o parecer favorável à reforma foi baseado em conversas isoladas e que a redação final foi elaborada por um advogado do clube, e não pelos membros do conselho. A situação se intensificou em abril, quando Olten Ayres invalidou um parecer contrário à reforma, alegando que a Comissão Legislativa havia excedido o prazo de 30 dias para manifestação.
Na próxima terça-feira, a situação de Olten Ayres será submetida ao plenário do Conselho Deliberativo, onde os conselheiros decidirão sobre seu afastamento preventivo. O inquérito não está diretamente relacionado a outras investigações da força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Civil que investigam suspeitas de lavagem de capitais, exploração irregular de camarotes e corrupção no departamento social do clube.
A defesa de Olten Ayres afirmou estar à disposição para esclarecimentos.
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Contexto da Reforma Estatutária
O processo de reforma estatutária, iniciado pelo presidente da diretoria executiva Julio Casares, previa mudanças estruturais no clube, como a flexibilização do quórum necessário para a criação de uma SAF e a separação administrativa entre o futebol e o clube social.
Para que a reforma avançasse ao Conselho Deliberativo, era obrigatório o rito de consulta ao Conselho Consultivo.
Controvérsias e Denúncias
A investigação aponta que Olten Ayres teria viabilizado o andamento da proposta ao apresentar um documento de “irrestrito endosso”, que, segundo depoimentos posteriores, não refletia a vontade coletiva do colegiado. A Comissão de Ética para a denúncia inclui o e-mail do jurista Ives Gandra Martins, que admite que o relatório favorável à reforma baseou-se em conversas isoladas e que a redação final teria sido elaborada por um advogado do clube, e não pelos membros do conselho.
Reação de Olten Ayres
Olten Ayres de Abreu Júnior esclareceu que não recebeu notificação formal sobre a abertura do procedimento. Ele reafirma que todos os seus atos foram pautados pela legalidade, transparência, ética e compromisso com o interesse institucional do São Paulo Futebol Clube, negando qualquer prática irregular ou obtenção de benefícios pessoais.
A Presidência permanece à disposição das instâncias competentes para prestar os esclarecimentos necessários.
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