OCAM Surpreende em Concertos com Música Contemporânea e Homenagens Inesperadas!

A Orquestra de Câmara de Música Contemporânea (OCAM) realizou uma série de concertos de pré-temporada entre a terça e a quinta-feira, dias 10, 11 e 12 de fevereiro de 2026. Os eventos, gratuitos, aconteceram no Instituto Tomie Ohtake e no Centro Cultural Camargo Guarnieri, em São Paulo, oferecendo uma programação diversificada que abrangia desde obras clássicas até composições contemporâneas.
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Diferentes Formatos Musicais
A programação da OCAM foi estruturada em três formatos distintos: Cordas, Sopros e Percussão, e Ensemble. Cada um desses formatos explorava diferentes configurações instrumentais e linguagens musicais, permitindo uma apresentação de obras de diversas origens culturais.
Novas Perspectivas na Pesquisa Musical
O maestro Ricardo Bologna, professor do departamento de música da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo), comentou sobre as mudanças no cenário musical acadêmico brasileiro. Ele observou que, há 30 anos, a pesquisa em música no Brasil era predominantemente focada na música europeia ou norte-americana.
Bologna ressaltou uma expansão das pesquisas, com foco na música folclórica e popular brasileira.
Composições e Artistas em Destaque
Nos concertos de sopro e percussão, conduzidos por André Bachur, a multi-artista Jéssica Gaspar apresentou sua composição “Deus é uma Mulher Preta”, que ganhou notoriedade ao ser utilizada como enredo do Bloco Ókánbí no Carnaval de Salvador em 2020.
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Gaspar explicou a inspiração por trás da obra, ligada à memória da mulher Cláudia Ferreira da Silva, vítima de violência.
No programa de cordas, regido por Claudia Feres, foram executadas obras de Aaron Copland e Benjamin Britten, incluindo “Danças Sacra e Profana para Harpa e Cordas” (1904), de Claude Debussy, com a participação da harpista russa Liúba Klevtsova.
Homenagens e Novas Estreias
O grupo Ensemble, sob regência de Ricardo Bologna, apresentou o programa “Mosaico Contemporâneo”, homenageando Olivier Toni, fundador da OCAM, com a execução do “Improviso para Violoncelo Solo” (2010). Além disso, a orquestra estreou a composição “Bruxo Campeão”, de Carlos dos Santos, ex-aluno da orquestra e atual professor na UFPB (Universidade Federal da Paraíba).
A artista destacou a importância da inclusão de novos talentos e perspectivas na pesquisa musical, questionando as categorias tradicionais e o que se ensina sobre música para as novas gerações.
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