Nvidia desafia Intel e AMD: Novo CPU e ambição de dominar IA em 2026

Nvidia desafia Intel e AMD no mercado de Data Centers! 🚀 Chip Vera revoluciona IA com CPUs autônomos. A gigante de Sunnyvale mira em ser a maior fornecedora do

30/05/2026 12:20

5 min

Nvidia desafia Intel e AMD: Novo CPU e ambição de dominar IA em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Nvidia e a Virada no Mercado de Processadores para Data Centers

Por décadas, o mercado de processadores centrais para servidores, conhecidos como CPUs, foi dominado por uma duplicação entre a Intel e a AMD. A empresa de Sunnyvale focava na fabricação de GPUs, os chips de processamento paralelo que se tornaram essenciais para a infraestrutura de inteligência artificial, enquanto os CPUs eram território da outra gigante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, em 2026, o cenário está drasticamente diferente.

Em 2025, a Intel registrou uma fatia de US$ 16,8 bilhões em seu segmento de Data Center e IA, conforme revelado em um relatório apresentado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). A AMD, por sua vez, alcançou aproximadamente US$ 16,9 bilhões no mesmo segmento, que englobava tanto os CPUs EPYC quanto as GPUs Instinct, sem distinção entre os dois produtos.

A Nvidia, com o lançamento do chip Vera, projeta atingir quase US$ 20 bilhões em receita neste ano, impulsionada por essa nova tecnologia. Essa projeção, caso confirmada, superaria a receita anual de Data Center e IA da Intel em 2025.

A CFO da Nvidia, Colette Kress, confirmou durante a teleconferência de resultados desta quarta-feira, 20, que a empresa estima uma receita de quase US$ 20 bilhões com CPUs autônomos em 2026, com grandes hiperescaladores e fabricantes de sistemas como parceiros para o lançamento. “A Nvidia está mirando se tornar a maior fornecedora de CPUs do mundo”, declarou Kress, conforme reportado pela CNBC.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Vera: Um Novo CPU para a Era da IA Agente

O Vera é o novo CPU da Nvidia, anunciado em março de 2025 e apresentado publicamente na conferência GTC em março de 2026. Projetado especificamente para cargas de trabalho de IA agente, que operam de forma autônoma, navegando na web, organizando arquivos, gerenciando fluxos de trabalho e controlando robôs, o Vera se diferencia das GPUs, que processam o modelo de IA em paralelo, enquanto a CPU orquestra o agente que utiliza esse modelo para tomar decisões.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, enfatizou a necessidade de “muito mais CPUs” e descreveu o Vera como um CPU agente.

O chip é construído sobre núcleos ARM customizados e co-desenvolvido com as GPUs Rubin e a arquitetura NVLink da Nvidia. Segundo a empresa, entrega um desempenho até 1,5 vezes maior por núcleo, um desempenho duas vezes maior por watt e uma densidade quatro vezes maior por rack em comparação com alternativas baseadas na arquitetura x86, que domina o mercado de Intel e AMD, conforme apontado pelo WCCFTech.

O Vera pode ser adquirido de forma independente ou integrado aos racks Rubin, que combinam dois chips Vera conectados a quatro GPUs. A Nvidia também mantém racks de entrada com CPUs Intel Xeon para clientes que preferem a arquitetura x86.

A Intel na Defesa

A história recente da Intel reflete o que acontece quando uma empresa domina um mercado por décadas e perde o momento da virada. Em 2021, o segmento de aceleradores de IA da empresa gerava US$ 25,8 bilhões por ano, mais do que o dobro da receita de data centers da Nvidia, que era de US$ 10,6 bilhões.

No entanto, a Intel não conseguiu acompanhar a transição para a infraestrutura de IA baseada em GPUs. A empresa anunciou uma meta de US$ 500 milhões em receita de aceleradores de IA para 2024 e a abandonou publicamente, citando uma transição de plataforma de software.

Esse período foi marcado por prejuízos bilionários, demissões em massa e a substituição do CEO, Lip-Bu Tan, que assumiu o cargo em março de 2025 com a missão de reconstruir a empresa.

A resposta estratégica mais surpreendente veio em setembro de 2025: a Nvidia anunciou um acordo de colaboração com a Intel para desenvolver CPUs customizados para data centers e chips integrados para PCs — e investiu US$ 5 bilhões em ações da empresa, adquirindo aproximadamente 4% do capital, conforme comunicado oficial da Nvidia.

O acordo prevê que a Intel construa CPUs x86 customizados que a Nvidia integrará às suas plataformas de infraestrutura de IA usando a tecnologia de interconexão NVLink Fusion. Para PCs, a Intel desenvolverá chips com GPU chiplets da Nvidia integrados.

A lógica do acordo é que a demanda por CPUs está crescendo impulsionada pela IA agente, e a colaboração permitirá que ambas as empresas se beneficiem desse mercado.

A IA Agente e o Futuro dos CPUs

O argumento de Huang para justificar US$ 200 bilhões em mercado endereçável — o TAM que a Nvidia estima para o Vera — parte de uma premissa simples: o mundo está migrando de bilhões de usuários humanos para bilhões de agentes de IA, e cada agente vai precisar de seu próprio ambiente de computação baseado em CPU. “O mundo tem um bilhão de usuários humanos”, disse Huang na teleconferência.

A implicação é que o próximo bilhão de “usuários” serão agentes digitais autônomos e cada um deles vai demandar infraestrutura. O Bank of America projeta que o mercado global de CPUs para servidores pode chegar a US$ 125 bilhões até 2030. A estratégia já tem validação de mercado.

Em fevereiro de 2026, a Nvidia fechou com a Meta o da história — implantação em larga escala do chip Grace, antecessor do Vera, nos data centers da empresa. CPUs da Nvidia também alimentam supercomputadores no Texas Advanced Computing Center e no Laboratório Nacional de Los Alamos.

A Intel e a AMD continuam sendo os líderes absolutos do mercado de CPUs para data centers — por enquanto. Mas o contexto mudou. A Intel viu suas ações dispararem 222% no acumulado do ano graças ao aumento da demanda por CPUs impulsionada pela IA agente, ao mesmo tempo em que luta com restrições de oferta que impedem a empresa de atender à demanda existente, segundo o Yahoo Finance.

A AMD também registrou crescimento acelerado: seus CPUs EPYC e GPUs Instinct ajudaram a empresa a crescer 57% em receita ano a ano, chegando a US$ 5,8 bilhões no último trimestre.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!