Nunes Marques Lidera TSE com Medidas de Segurança e Transparência Eleitoral em 2026

Nunes Marques assume a presidência do TSE em 2026! Ministro lidera medidas de segurança e transparência nas urnas. Dupla checagem e “Zerésima” ganham força.

12/05/2026 06:47

3 min

Nunes Marques Lidera TSE com Medidas de Segurança e Transparência Eleitoral em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Nunes Marques Assume a Presidência do TSE em 2026

O ministro Nunes Marques do Supremo Tribunal Federal assume nesta terça-feira (12 de maio de 2026 a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A nomeação ocorre após o magistrado ter liderado a elaboração das resoluções eleitorais para 2026, que reforçaram os procedimentos de fiscalização e acompanhamento das urnas durante o processo de votação.

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Essas medidas visam garantir maior transparência e segurança nas eleições.

Dupla Checagem e Transparência Eleitoral

As resoluções de 2026 detalharam a regra da “dupla checagem”, uma prática já utilizada em eleições anteriores. Essa norma exige a apresentação de documentos pelos dois primeiros eleitores de cada seção eleitoral, atestando que as urnas não foram violadas e que os votos foram contabilizados corretamente.

Essa etapa busca assegurar a integridade do processo eleitoral, conferindo maior confiança aos eleitores.

Além disso, os eleitores são convidados a assistir à emissão da “Zerésima”, um documento impresso que atesta que nenhum voto foi depositado na urna eletrônica antes do início do pleito. O mesário registra a participação dos eleitores, e em caso de recusa da fiscalização, o fato é devidamente documentado em ata.

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Essa abordagem visa aumentar a transparência e a participação dos cidadãos no processo eleitoral.

Contexto Político e Desconfianças

A nova gestão do TSE ocorre em um contexto político marcado por questionamentos sobre a integridade das urnas eletrônicas. A última eleição geral de 2022, por exemplo, foi acompanhada de alegações de irregularidades e falhas no sistema de votação.

Em 2023, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo TSE por abuso de poder político ao divulgar informações que questionavam a validade das urnas.

O Supremo Tribunal Federal (STF), em 2025, reconheceu a existência de uma campanha de descrédito à Justiça Eleitoral e às urnas, com o objetivo de fomentar um plano de ruptura institucional. Essa situação demonstra a importância da transparência e da confiança no processo eleitoral, além da necessidade de fortalecer as instituições democráticas.

Nova Composição do TSE

A nova composição do TSE, liderada por Nunes Marques, inclui também o ministro André Mendonça na vice-presidência. A lista completa do TSE inclui, além dos membros já citados, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira (STJ), Ricardo Villas Bôas Cueva (STJ) e Floriano de Azevedo Marques (advocacia), além de Estela Aranha (advocacia).

Essa equipe terá a responsabilidade de conduzir as eleições gerais e garantir o cumprimento das normas eleitorais.

Nunes Marques sucede a ministra Cármen Lúcia, que estava à frente do TSE desde junho de 2024. O ministro Nunes Marques possui um perfil discreto e foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em outubro de 2020, durante a pandemia de Covid-19, na vaga aberta pela aposentadoria de Celso de Mello.

Sua trajetória inclui experiência como juiz de 2º grau no TRF-1, com boa interlocução com políticos e ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo.

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