NTU Alerta: Redução da Jornada Urge Aumentar Tarifas e Ameaça Transporte Urbano

Impacto da Redução de Jornada no Transporte Urbano
A Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU) alerta para possíveis consequências da redução da escala de trabalho, como a jornada 6×1, no sistema de transporte público brasileiro. A entidade, que representa os operadores do setor, argumenta que essa medida pode levar à diminuição da oferta de ônibus nas cidades e ao aumento das tarifas, devido à falta de profissionais disponíveis.
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Segundo a NTU, o custo com mão de obra representa 43,1% do custo total dos serviços de ônibus urbanos. Simulações indicam que a adoção de uma jornada de 36 horas poderia elevar os custos relacionados aos motoristas em até 33%, enquanto uma redução para 40 horas geraria um aumento de aproximadamente 15%.
A NTU destaca que, para os passageiros, o impacto se refletirá diretamente no valor das passagens, já que o financiamento do transporte público depende, em grande parte, da arrecadação tarifária.
Subsídios Públicos como Alternativa
A NTU sugere que estados e municípios poderiam ampliar os subsídios públicos como alternativa para evitar reajustes elevados nas tarifas. No entanto, a entidade ressalta que essa medida oneraria ainda mais os orçamentos já comprometidos com outras demandas sociais.
Escassez de Profissionais e Redução da Oferta
A entidade também aponta que a redução da jornada pode agravar a escassez de profissionais no setor, ameaçando a oferta de coletivos. Atualmente, muitas empresas enfrentam dificuldades para contratar motoristas, e a falta de mecânicos afeta a manutenção das frotas e a regularidade das operações.
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A NTU acredita que a exigência de ampliação imediata das equipes, em um mercado já restrito de trabalhadores qualificados, pode comprometer a oferta do serviço e aumentar a pressão financeira sobre os sistemas.
Impactos nos Rodoviários e Segurança
A NTU também levanta preocupações sobre o impacto da redução de jornada nos rodoviários, que poderiam buscar outras fontes de renda para compensar a perda de salário. A entidade teme que isso possa levar à adoção de modelos de contratação mais precários, como a informalidade, reduzindo garantias trabalhistas e proteção social.
Além disso, a NTU alerta que os motoristas poderiam exercer atividades complementares durante os horários de folga, o que poderia resultar em excesso de horas trabalhadas e fadiga, colocando em risco a segurança dos passageiros.
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