Navio de Cruzeiro em Alerta: OMS Confirma Mortes por Hantavírus em Viagem!

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou três mortes relacionadas a um possível surto de hantavírus a bordo de um navio de cruzeiro. A informação foi divulgada ao jornal britânico neste domingo (3 de maio de 2026). A embarcação, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em 20 de março, com previsão de chegada a Cabo Verde na segunda-feira (4 de maio de 2026), está sob investigação para determinar a origem do vírus.
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O que é o Hantavírus?
O hantavírus é um tipo de vírus transmitido por roedores. A principal forma de contaminação ocorre através da inalação de partículas suspensas no ar, provenientes de fezes secas desses animais. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), a transmissão também pode acontecer por meio de mordidas ou arranhões de roedores, embora seja menos comum.
Doenças Causadas pelo Hantavírus
O hantavírus pode causar duas doenças graves. A HPS (Síndrome Pulmonar por Hantavírus) geralmente começa com sintomas como fadiga, febre e dores musculares, evoluindo para dores de cabeça, tonturas, calafrios e problemas abdominais. Em casos mais graves, a taxa de mortalidade pode chegar a 35% quando os sintomas respiratórios se desenvolvem.
A HFRS (Febre Hemorrágica com Síndrome Renal) é outra doença comum, afetando principalmente os rins e podendo causar pressão arterial baixa, hemorragias internas e insuficiência renal aguda.
Variantes do Vírus nas Américas
No Brasil, o vírus se manifesta na forma da SCPH (Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus). Nas Américas, a hantavirose pode se apresentar de diversas formas, desde uma doença febril aguda inespecífica até quadros pulmonares e cardiovasculares mais graves.
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Em casos extremos, a doença pode evoluir para a SARA (Síndrome da Angústia Respiratória).
Tratamento e Prevenção
Não existe tratamento específico para infecções por hantavírus. O CDC recomenda cuidados para aliviar os sintomas, que podem incluir oxigenoterapia, ventilação mecânica, medicamentos antivirais e diálise. Pacientes com sintomas graves podem precisar de internação em unidades de terapia intensiva e, em casos extremos, intubação.
Para reduzir a exposição ao vírus, é fundamental evitar o contato com roedores e vedar pontos de entrada em áreas como porões e sótãos. O uso de equipamentos de proteção individual é recomendado ao limpar fezes de roedores, evitando a inalação de ar contaminado.
As investigações laboratoriais em andamento buscam determinar a origem do vírus e os detalhes sobre os cinco casos suspeitos a bordo do navio de cruzeiro.
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