MP-SP Bloqueia Acordos de Delação Premiada em Caso de PCC e Fintechs Bilionárias

MP-SP Rejeita Acordos de Delação Premiada em Caso Contra PCC e Fintechs
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, negou nesta quarta-feira (6 de maio de 2026) os acordos de delação premiada propostos por Mohamad Hussein Moraes, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Ambos”.
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Ambos são empresários foragidos da operação Carbono Oculto, a investigação que apura o poderio econômico do Primeiro Comando da Capital (PCC) e o envolvimento de fintechs controladas pela facção na região da Faria Lima, em São Paulo.
Dúvidas sobre a Relevância das Informações
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) considerou que as informações apresentadas pelos delatores não justificavam benefícios como a revogação da prisão ou a redução de possíveis condenações. Promotores que atuam no caso criticam a estratégia da defesa, que tenta negar qualquer ligação com o crime organizado.
Segundo os investigadores, os empresários estariam tentando proteger seus bens, acumulados através de atividades ilícitas no setor de combustíveis.
O Ministério Público estima que o montante sonegado pelo grupo ultrapasse os R$ 4 bilhões, enquanto os delatores propuseram a devolução de cerca de R$ 1 bilhão. Promotores apontam que os foragidos omitem informações sobre esquemas de lavagem de dinheiro e conexões com a facção criminosa.
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Um anexo da proposta mencionava um juiz já afastado e processado.
Tentativas de Contato e Divergências Internas
O Poder360 tentou contato com as defesas de Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Moraes, o “Primo”, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso alguma manifestação seja enviada.
A decisão do MP-SP encerra uma divergência que perdurava meses no Ministério Público.
Promotores do Gaeco de Piracicaba e São José do Rio Preto criticaram a proposta, classificando-a como um incentivo ao crime. Para a Procuradoria Geral de Justiça, a delação não contribuiria para a operação Carbono Oculto. Integrantes do Ministério Público que se opunham ao acordo afirmam que a medida desmoralizaria a instituição.
Outras Investigações e Acusações
Aliados dos investigados alegam que eles possuem informações contra políticos e detalhes de um esquema de corrupção de 40 anos envolvendo fiscais estaduais. As propostas de delação premiada surgiram em meio a investigações recentes envolvendo a Secretaria da Fazenda de São Paulo, alvo de três operações: Ícaro, Mágico de Oz e Fisco Paralelo.
Quarenta auditores fiscais estão sob investigação por suspeita de propinas bilionárias em troca de antecipação de créditos tributários.
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