Moraes determina início de penas em trama golpista: quem foi condenado?

Alexandre de Moraes determina início de penas em trama golpista! Saiba quem foi condenado e os detalhes do caso que envolveu nomes como Jair Bolsonaro e Lula.

24/04/2026 19:46

3 min

Moraes determina início de penas em trama golpista: quem foi condenado?
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro Alexandre de Moraes Determina Cumprimento de Penas em Caso de Trama Golpista

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o início do cumprimento das penas impostas aos réus envolvidos na trama golpista. O julgamento foi concluído em 16 de dezembro do ano passado, momento em que os acusados tentavam contestar trechos das decisões proferidas.

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Os Envolvidos e as Acusações

Entre os réus estão nomes como Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, condenado a 24 anos e seis meses de prisão; Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência; o coronel Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL); Marília Ferreira, que atuou no Ministério da Justiça; e o general Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência.

Defesas em Contestações Judiciais

No processo, as defesas dos integrantes do núcleo alegaram a ausência de provas suficientes para sustentar qualquer condenação. Além disso, apontaram inconsistências na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

As defesas argumentaram que seus clientes não teriam participado dos atos criminosos imputados, buscando anular o processo judicial.

Detalhes das Acusações e Papéis Individuais

A acusação sustenta que os envolvidos colaboraram na elaboração de uma “minuta do golpe”, planejaram o assassinato de autoridades e utilizaram a estrutura da PRF durante o segundo turno de 2022. O objetivo seria dificultar o voto de eleitores favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos locais de votação.

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Papéis Específicos dos Acusados

Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, é acusado de coordenar as ações mais violentas do grupo criminoso. Em seu interrogatório, ele admitiu ter criado o Plano Punhal Verde e Amarelo, que visava o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes.

Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, teria solicitado um projeto de BI para mapear regiões onde Lula obteve vitórias no primeiro turno. Isso visaria orientar operações da PRF no segundo turno, dificultando o acesso de eleitores contrários a Bolsonaro.

Outros Envolvidos no Esquema

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF, teria coordenado o uso das forças policiais para dificultar o comparecimento de eleitores considerados desfavoráveis a Bolsonaro no segundo turno de 2022. Testemunhas relataram que ele teria dito ser “hora de a PRF tomar um lado”.

Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, teria apresentado a Bolsonaro a minuta de decreto para instaurar medidas excepcionais e mantê-lo no poder. Ele também teria ajustado o texto, incluindo um pedido de prisão contra Alexandre de Moraes.

Por fim, Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, teria coordenado ações de monitoramento e o assassinato de autoridades, especialmente do ministro Alexandre de Moraes. Ele também teria sido responsável pela coleta de dados sensíveis para apoiar os atos violentos do grupo.

Conclusão do Processo Judicial

As determinações do STF marcam um ponto de inflexão no caso, forçando o cumprimento das sentenças. O desdobramento judicial continua a expor os detalhes das articulações políticas e de segurança pública que ocorreram no período.

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