Modelos e a Nova Era: Tendências de Moda e a Transformação da Percepção Corporal em 2026

Modelos de 0 a 4: Nova tendência na moda outono/inverno 2026! Vogue aponta queda em peças de tamanhos médios e grandes. Kristina Zawadzki, IMM Models, alerta:

12/05/2026 06:48

3 min

Modelos e a Nova Era: Tendências de Moda e a Transformação da Percepção Corporal em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Tendências de Moda e Impactos na Percepção Corporal em 2026

O mercado de moda outono/inverno de 2026 demonstra uma clara mudança de comportamento, com uma predominância marcante de modelos utilizando tamanhos de roupa entre 0 e 4 americanos – o que se traduz em um 34 ou 36 no Brasil. Um levantamento da Vogue Business, que analisou 182 desfiles, revelou uma queda no uso de peças em tamanhos médios e grandes em comparação com a temporada anterior, uma tendência que se consolida há cerca de quatro anos.

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O Papel das Medicamentos e a Mudança nas Contratações de Modelos

Um ponto crucial nessa transformação é o uso de medicamentos para perda de peso, originalmente destinados ao tratamento de diabetes e obesidade, que se popularizaram entre pessoas sem diagnóstico médico. Mulheres, inclusive algumas já consideradas magras, passaram a utilizar doses reduzidas para alcançar um objetivo estético.

A diretora de curva da IMM Models Londres, Kristina Zawadzki, observou uma queda consistente nas contratações de modelos acima do tamanho 40, o que levou algumas marcas a removerem completamente as seções de moda curva de seus sites.

Da Diversidade à Exposição: Uma Retrospectiva

Entre 2017 e 2019, o setor de moda viveu um período de grande diversidade corporal, com marcas ampliando suas linhas e apresentando diferentes tipos de corpos em suas campanhas. A estilista brasileira Karoline Vitto, que já desfilou em Londres e no Rio de Janeiro, exemplifica essa busca por celebração da individualidade.

No entanto, as passarelas recentes apontam para uma nova direção, com marcas como Gucci e Tom Ford explorando modelagens que valorizam a exposição do corpo, impulsionadas pela tendência Y2K.

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Influência da Geração Z e Tendências Estéticas

A Geração Z, que cresceu em um contexto de revistas que promoviam dietas radicais, abraçou o estilo Y2K, com suas calças de cintura baixa e tops curtos. Essa tendência, aliada à popularidade de influenciadoras que promovem hábitos alimentares restritivos, tem gerado um impacto significativo na indústria.

A busca por corpos mais magros se reflete também no aumento das prescrições privadas de medicamentos GLP-1s, especialmente entre mulheres de meia-idade e classe alta.

Desafios e o Impacto nas Redes Sociais

O TikTok bloqueou a hashtag #skinnytok no ano passado, que incentivava a magreza extrema e fazia referência a comunidades online pró-anorexia. Apesar da ação, o fenômeno persiste, com influenciadoras continuando a atrair grandes audiências com dicas de como emagrecer.

O algoritmo da plataforma tende a reforçar esses conteúdos, criando um ciclo de busca por padrões de beleza inatingíveis. A indústria de procedimentos estéticos também acompanha esse movimento, com o “Ozempic face” – perda de volume no rosto causada por dietas restritivas – impulsionando a demanda por preenchimentos e injetáveis.

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