Ministro Suspende Vice de Macapá em Escândalo de Emendas!

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou na última sexta-feira (2 de maio de 2026) a manutenção da suspensão do mandato do vice-prefeito de Macapá, Mario Rocha de Matos Neto, por tempo indeterminado. A decisão ocorre em meio a uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas à construção do Hospital Municipal da cidade.
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O caso envolve o presidente da Câmara dos Vereadores, que assume o cargo interinamente, e o prefeito de Macapá.
Investigações e Acusações
As investigações da Polícia Federal revelaram indícios de manuseio e transporte de grandes quantias em dinheiro em espécie por membros do governo municipal. O ministro Flávio Dino ressaltou que Mario Neto desempenhava um papel central nas decisões do Executivo local, sendo apontado como possível líder de uma organização criminosa.
A recusa do investigado em fornecer as senhas dos aparelhos celulares apreendidos intensificou as suspeitas.
A defesa de Mario de Matos Neto apresentou um recurso solicitando a revisão da decisão, argumentando que a acusação carecia de provas concretas. A prefeitura, sob gestão interina, enfrentava problemas como deterioração dos serviços públicos, desorganização administrativa e atrasos na coleta de lixo, conforme alegavam seus advogados.
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Detalhes da Investigação
A Polícia Federal identificou que o irmão do prefeito, que também atuava como secretário municipal de Governo, realizou pagamentos significativos com uma velocidade incomum, sem a autorização da gestão interina. Além disso, os investigadores apontaram para ações como o corte de cabos de sistemas, dificuldades de acesso a e-mails e a subtração de HDs, sugerindo uma tentativa de obstruir as investigações.
Risco de Interferência
O ministro Flávio Dino expressou preocupação com o risco de que o retorno dos investigados ao cargo possa comprometer a condução das investigações. Ele acredita que houve uma tentativa orquestrada de “apagão administrativo”, visando dificultar o trabalho da polícia e da justiça.
A gravidade dos fatos, segundo o ministro, indica a necessidade de cautela para garantir a integridade do processo.
A investigação continua em andamento, com a Polícia Federal buscando evidências adicionais para fortalecer o caso e determinar as responsabilidades envolvidas no desvio de recursos públicos.
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