Ministro Gilmar Propõe Reforma Radical Após Crise no Banco Master

Ministro Gilmar propõe reforma radical após escândalo Master! Crise de confiança no Banco Master expõe falhas no sistema. Saiba mais!

04/05/2026 16:06

2 min

Ministro Gilmar Propõe Reforma Radical Após Crise no Banco Master
(Imagem de reprodução da internet).

Escândalo Master: Ministro Gilmar Defende Reforma Ampla para Restabelecer Confiança

Em meio à crise de confiança gerada pelo escândalo envolvendo o Banco Master, o ministro Gilmar afirmou nesta segunda-feira (4) que atribuir a responsabilidade exclusiva ao Judiciário é um erro. A declaração foi feita durante uma audiência pública convocada pelo ministro Flávio Dino, no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a capacidade de fiscalização do mercado de capitais e o papel da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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O ministro argumentou que o caso Master e suas consequências ampliaram a desconfiança dos brasileiros nas instituições. Ele criticou a concentração de críticas apenas no Supremo, considerando essa abordagem como “miopia”. Dino enfatizou a existência de um quadro de descrédito generalizado, agravado pelas dificuldades do Estado em atender às demandas da população.

Para solucionar a crise de confiança, o ministro defendeu uma reforma abrangente, comparando-a a um “novo pacto republicano” ou um “pacto pela reforma do Estado”. Ele propôs avanços na racionalização das emendas parlamentares, no aperfeiçoamento do sistema eleitoral, especialmente o modelo proporcional, na definição dos poderes das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), na proteção da soberania digital, e na melhoria dos mecanismos de freios e contrapesos, transparência e fiscalização dos poderes.

CVM e Desafios na Fiscalização do Mercado de Capitais

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão do governo responsável por regular, fiscalizar e desenvolver o mercado de capitais no Brasil. O ministro Flávio Dino destacou que a sofisticação de organizações criminosas tem aumentado, dificultando a fiscalização em setores regulados como o mercado de capitais.

Dino ressaltou que o caso do Banco Master ilustra a crescente dificuldade regulatória e de fiscalização. O debate atual envolve a Lei 14.317/2022, que alterou o cálculo da taxa de fiscalização da CVM. O Partido Novo, autor da ação que originou a audiência, argumenta que os valores arrecadados pela comissão por meio dessa taxa são desproporcionais e parcialmente direcionados ao Tesouro Nacional.

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